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PSP vai apresentar queixa contra juiz negacionista

Conselho Superior de Magistratura tem dois meses para decidir se Rui Fonseca e Castro volta a exercer, depois de ter insultado os membros do órgão nesta terça-feira. “O meu lugar é acima de si. O senhor está abaixo de mim”, disse o juiz a um agente da PSP na terça-feira.
Rui Fonseca e Castro | Imagem retirada do Jornal da Noite da SIC | 7 de setembro de 2021

De acordo com o jornal Público, o juiz negacionista Rui Fonseca e Castro está suspenso de exercer funções no Tribunal de Odemira desde março e o Conselho Superior de Magistratura (CSM) tem dois meses para decidir se pode voltar a exercer.

Em março, Rui Fonseca e Castro interrompeu um julgamento de um caso urgente de violência doméstica porque o procurador e o funcionário judicial recusaram-se a tirar as máscaras na sala de audiências.

Em cima da mesa do CSM está uma proposta de expulsão do magistrado. Além dos processos centrados no Tribunal de Odemira, o juiz negacionista também viu serem abertos mais processos disciplinares relativos ao desafio que lançou ao diretor nacional da PSP para um combate corpo a corpo, entre outros assuntos.

Esta terça-feira, antes de entrar no edifício onde decorreu a sessão do CSM e onde se encontravam alguns apoiantes do magistrado, Rui Fonseca e Castro ameaçou os agentes da PSP, referindo “não se atrevam a tocar-me”. Dirigindo-se a um dos agentes, afirmou: “O meu lugar é acima de si. O senhor está abaixo de mim”.

Durante a audição, atacou os membros do CSM, apontando a um deles que “o senhor provavelmente já andou em rituais bizarros de avental com outros homens” ou “os senhores são cúmplices. Deviam ter vergonha. Contribuem para a corrupção que existe neste país”.

A PSP acabou por acusar esta quarta-feira o juiz Rui Fonseca e Castro por provocar os seus agentes e anunciou que vai apresentar uma queixa, segundo o Jornal Económico.

A direção nacional da PSP refere que “devido aos comportamentos do sr. juiz Rui Fonseca e Castro (amplamente difundidos pelos órgãos de comunicação social), aquando da sua interação com os polícias que ali estavam de serviço, a cumprir a sua missão, a PSP participará, ainda hoje, às entidades judiciárias competentes os factos ocorridos”.

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