“Poupar na testagem sai muito caro ao país”

26 de March 2021 - 13:11

Catarina Martins apresentou esta sexta-feira o projeto de resolução do Bloco para massificar a testagem à covid-19 através de novos critérios, novos locais e novos meios para fazer a testagem. Objetivo é evitar um novo descontrolo da propagação do vírus e o consequente regresso ao confinamento.

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Catarina Martins
Catarina Martins. Foto Manuel de Almeida/Lusa

Esta sexta-feira, na sede nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins identificou como um dos principais problemas das duas últimas vagas de covid-19 “o facto de a Saúde Pública ter perdido o controlo à quantidade de pessoas que estavam infetadas” e relembrou que, em setembro, o Bloco propôs que fosse feita a testagem preventiva em vários locais, como centros de dia e escolas.

A coordenadora do Bloco referiu que no momento atual, em que entramos num novo período de desconfinamento, “o Governo ainda não apresentou uma estratégia de testagem da população”. Esta opção pode levar, de acordo com o Bloco, a um novo confinamento porque não acompanhamos a quantidade de infetados no país, apesar de a própria evolução tecnológica permitir uma testagem por um preço muito mais baixo.

“Poupar na testagem sai muito caro ao país” porque pode significar “mais meses de confinamento” afirmou Catarina Martins.

O Bloco apresenta este projeto de resolução para massificar a testagem da população, depois de ouvir especialistas da área e porque “tarda o tempo da decisão, tarda o tempo da testagem chegar ao terreno”. A proposta assenta em novos critérios, novos locais e novos meios para fazer a testagem.

Em primeiro lugar é necessário alargar a testagem a “todas as pessoas que contactaram com um caso suspeito ou confirmado”. Além disto o Bloco propõe também uma testagem regular em locais onde exista uma “aglomeração de pessoas, como os estabelecimentos de ensino”, transportes e outros locais de trabalho, de forma regular, e nos estabelecimentos de saúde, como hospitais e centros de saúde.

Catarina Martins disse ainda que, neste momento, não está a ser aproveitada toda a capacidade do SNS para fazer testagem. Neste sentido, propõe que a capacidade instalada do SNS deve ser totalmente utilizada, em colaboração com os centros de saúde, que podem servir como centros de colheita.

José Manuel Boavida
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Uma outra preocupação expressa no projeto de resolução apresentado pelo Bloco está relacionada com a testagem da população mais isolada, em regiões mais distantes dos cuidados de saúde. Para estes casos o Bloco propõe parcerias com associações que estão “no terreno”, formando pessoas para fazer esta testagem.

“Achamos, sobretudo que é preciso tomar uma decisão sobre o alargamento da testagem”, sublinhou a coordenadora do Bloco de Esquerda, porque “quando não se decide está a criar-se um problema a prazo”. 

Apoio aos trabalhadores independentes

Questionada sobre a possibilidade de o Partido Socialista poder recorrer ao Tribunal Constitucional para travar o reforço do aumento dos apoios sociais aos trabalhadores independentes, Catarina Martins disse que o Parlamento “corrigiu a medida do Governo” e “passa a considerar exatamente o que  o Governo tinha prometido aos portugueses”.

“É extraordinário que o mesmo PS que no tempo da crise financeira, com o Bloco de Esquerda, recorreu ao Tribunal Constitucional para garantir que as pessoas sem emprego e sem rendimentos não tinham cortes nos apoios, queira agora que o Tribunal Constitucional corte um apoio que não chega sequer ao Salário Mínimo Nacional a pessoas que perderam rendimento por causa pandemia” disse Catarina Martins.

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