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Movimentos convocam Marcha Mundial do Clima em Portugal para 29 de abril

“Em Portugal, a questão mais urgente no combate às alterações climáticas é a anulação de todos os contratos de concessão para a exploração de petróleo e gás no mar e em terra”, apontou 2º Encontro Nacional pela Justiça Climática, que convocou Marcha Mundial do Clima em Portugal.
Apelo internacional à Marcha Mundial a 29 de abril de 2017, lançado por People’s Climate March
Apelo internacional à Marcha Mundial a 29 de abril de 2017, lançado por People’s Climate March

Marcha Mundial a 29 de abril

Decorreu neste domingo, 5 de março de 2017, o 2º Encontro Nacional pela Justiça Climática n a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, organizado por diversos movimentos, com a presença de mais de uma centena de participantes e ativistas de todo o país e que debateu diversos temas (ver notícia da convocatória no esquerda.net)

No encerramento do encontro, os movimentos nele participantes anunciaram a convocação da Marcha Mundial do Clima em Portugal para o dia 29 de abril de 2017, “respondendo afirmativamente ao apelo do movimento internacional do 'People's Climate March' a partir dos EUA, contra as políticas climáticas e energéticas de Donald Trump”.

No comunicado do encontro, salienta-se que a motivação internacional para o apelo à marcha mundial é a “necessidade de criar uma oposição global às políticas climáticas e energéticas” de Trump, “negacionista da realidade climática e grande promotor das indústrias fósseis sujas”.

Mensagens contraditórias” do Governo

O encontro criticou o governo do PS por passar “mensagens contraditórias” e, “sob a cobertura de um discurso verde e progressista”, manter “no essencial intocadas as pretensões da indústria petrolífera de desenvolver uma actividade extractiva de petróleo e gás em todo o litoral do país”.

O movimento aponta que “a autorização para a realização de um furo offshore a 40 km da costa de Aljezur representa o total desprezo pelos processos públicos participativos” e reafirma a oposição ativa a este furo, sublinhando que:

“Em Portugal, a questão mais urgente no combate às alterações climáticas é a anulação de todos os contratos de concessão para a exploração de petróleo e gás no mar e em terra”.

Manifesto

O 2º Encontro Nacional pela Justiça Climática aprovou um Manifesto pela Marcha Mundial do Clima, que foi subscrito inicialmente por 18 organizações, incluindo movimentos, sindicatos e partidos: Academia Cidadã; Alentejo Litoral pelo Ambiente; ASMAA – Associação de Surf e Actividades Marítimas do Algarve; Bloco de Esquerda; Campo Aberto; Climáximo; Coletivo Clima; Coopérnico; Futuro Limpo; GEOTA – Grupo de Ordenamento do Território e Ambiente; Hidrosfera Portugal; MIA – Movimento Ibérico Anti-nuclear; PAN – Pessoas, Animais, Natureza; Peniche Livre de Petróleo; Porto Sem OGM; Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza; Sindicato dos Professores do Norte; Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável.

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