O Goldman Sachs esclarece que este resultado se deve, por um lado, à subida das receitas provenientes dos serviços de corretagem e, por outro, à descida dos custos judiciais.
Ainda que as receitas líquidas do gigante financeiro tenham caído 13 por cento, para os 7,93 mil milhões de dólares, esta descida foi mitigada, em parte, pelo acréscimo, de três por cento, para 1,93 mil milhões de dólares, da receita da corretagem de ativos de retorno fixo.
As provisões para fazer face a potenciais litígios na justiça, que totalizam 1,45 mil milhões de dólares, já não são contabilizadas nas folhas de cálculo do trimestre de abril a junho, sendo classificadas como encargos extraordinários.
Os resultados do banco de investimentos suplantam as previsões dos economistas ouvidos pela agência Bloomberg, que antecipavam um lucro de 3,05 dólares por ação.
Este ano, o grupo que contratou o ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, para assumir o cargo de chairman do Goldman Sachs International, tem vindo a despedir trabalhadores para contrariar a tendência de refluxo nos lucros do setor. Em Nova Iorque já foram afastados mais de 400 trabalhadores, entre corretores e outros comerciais.