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Impacto da covid-19 na saúde mental é maior entre os jovens

Estudo realizado no Reino Unido revela ansiedade, incapacidade de concentração e preocupação sobre o emprego em níveis elevados em pessoas com idade entre 18 e 24 anos.
Foto de Paulete Matos.

A investigação, realizada pela YouGov e projetada pela Resolution Foundation, sendo posteriormente analisada pela Health Foundation, abrangeu mais de 6.000 adultos. De acordo com os resultados obtidos, um terço das pessoas com idade compreendida entre 18 e 24 anos perdeu o emprego na pandemia, em comparação com um sexto dos adultos em idade ativa em geral, e aquelas que estão atualmente em regimes como o lay-off esperam ter um risco aumentado de desemprego quando estes terminarem.

“Os jovens foram atingidos de maneira particularmente dura pela crise económica, que afetou a sua segurança financeira e ameaçou as suas perspetivas de emprego”, afirmou o diretor assistente de parcerias estratégicas da Health Foundation, citado pelo Guardian. De acordo com Tim Elwell-Sutton, o impacto na saúde mental do grupo de menores de 24 anos é particularmente preocupante: “É essencial que os jovens tenham o apoio de que precisam para superar este período difícil. O governo precisa de colocar os jovens no centro das suas políticas de recuperação, para garantir que tenham a melhor hipótese de um futuro saudável”, alertou.

Num relatório da YouGov para a empresa financeira TransferWise, é assinalado que quase metade das pessoas com menos de 25 anos mudou de planos no que respeita à sua carreira profissional devido à pandemia. Tal deve-se ao temor de que a covid-19 tenha interrompido as suas perspetivas de emprego no futuro. Nos últimos meses, 65% dos jovens de 16 a 25 anos atualmente licenciados no Reino Unido alteraram os seus planos.

Prevê-se que a crise económica terá efeitos profundos sobre os que abandonam a escola e a universidade, e que muitos irão prolongar o seu percurso académico por mais tempo por forma a evitar entrar um mercado de trabalho atingido pela crise.

John Holmwood, professor de sociologia da Universidade de Nottingham, afirmou que a covid-19 exacerbará a desigualdade entre os alunos que podem atrasar a entrada no mercado de trabalho mediante a ingressão num mestrado e os seus colegas com menor capacidade económica.

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