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Desemprego jovem voltou aos níveis de há três anos

A taxa de desemprego na população entre os 15 e os 24 anos atingiu o patamar dos 25% nos últimos três meses. Mas se em 2017 a economia estava a crescer, agora ninguém arrisca prever o momento da recuperação.
Desemprego jovem voltou aos níveis de há três anos
Fotografia de Paulete Matos.

O impacto dos três meses de confinamento fez-se sentir no mercado de trabalho jovem, colocando os níveis de desemprego desta faixa etária em valores superiores a 25%. Ainda que não se encontrem aos níveis observados durante os anos da troika, estes valores retornam aos observados há três anos. 

A notícia é da edição de hoje do jornal Público, que assinala que um em quatro jovens entre os 15 e os 24 anos está sem trabalho (25,6%). Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), no mês de junho 81,2 mil jovens estavam fora do mercado de trabalho — sem trabalho, ativamente à procura, disponíveis para trabalhar. A estes valores somam-se depois os jovens enquadrados no subemprego (os trabalhadores que se encontram involuntariamente a trabalhar em tempo parcial). 

Mas se há três anos estes valores enquadravam-se num contexto em que havia um crescimento da economia, atualmente as previsões de alguns especialistas apontam para uma melhoria do mercado de trabalho só depois da primavera de 2021. É pelo menos essa a opinião de Francisco Madelino, ex-presidente do Instituto de Emprego de Formação Profissional (IEFP). 

O elevado aumento do desemprego jovem também pode ser observado nos números daqueles que recorrem aos centros de emprego: no mês de julho estavam inscritos 45 mil jovens no IEFP, um aumento de 58% face ao mesmo período no ano passado. 

Tal como os demais efeitos das medidas de confinamento para combater a pandemia de covid19, a subida começou a fazer-se sentir logo no mês de abril. Se em março a taxa era de 18,3%, no mês seguinte disparou para os 20,6%, em maio para os 21,4% e em junho atingiu então os 25,6% - porém, este valor ainda está dependente de uma revisão de dados do INE. 

Em sentido oposto está a taxa de pessoas empregadas nesta faixa etária: de 295,1 mil jovens em março para 271,6 mil em abril, de 243,7 mil em maio para 235,8 mil em junho.

Já os “nem-nem”, aqueles com idades entre os 15 e os 34 anos que não estão nem empregados nem a estudar, estavam nos 12,8% no segundo trimestre, num aumento face a 2017, mas semelhante ao observado no segundo trimestre de 2016. Essa taxa é um pouco mais alta quando se desdobra o indicador em dois e se concentra a atenção nos jovens dos 25 aos 34 anos. Aí, a taxa está nos 16,2%.

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