Segundo o portal de denúncias de abusos laborais despedimentos.pt, a HiFly, companhia aérea portuguesa especializada no fretamento de aviões comerciais, está a recusar a passagem ao teletrabalho aos seus trabalhadores da área financeira e contabilidade. Estes são profissionais que não fazem nenhum tipo de atendimento ao público e “já trabalham num regime de “espelho”, em que alternam três dias em casa e três dias na instalação da empresa, não havendo, por isso, qualquer razão para a recusa do teletrabalho a 100%”, escreve o portal.
Os relatos que a página recebeu dão conta da ausência de qualquer justificação por parte da empresa para esta recusa da passagem ao regime de teletrabalho.
O despedimentos.pt apresenta a situação como “uma clara violação das determinações mais rigorosas para combate à pandemia, em vigor a partir das 00h00 de 15 de Janeiro, que obrigam à adoção do regime de teletrabalho sempre que as funções em causa o permitam e o trabalhador disponha de condições para as exercer, não sendo necessário acordo escrito entre empregador e trabalhador”.
Considera-se ainda que se trata de um incumprimento que, “além de revelar insensibilidade em relação ao momento crítico que o país atravessa do ponto de vista sanitário, vem confirmar o padrão de irresponsabilidade patronal e por parte desta empresa, a terceira maior companhia aérea portuguesa”. O portal recorda que, logo no incío da crise sanitária, a administração da HiFly despediu centenas de trabalhadores precários, que estavam contratados através de empresas de trabalho temporário, antes de recorrer ao regime de lay off; mais tarde, em junho, a empresa concretizou uma nova vaga de despedimentos e colocou, contra a sua vontade, dezenas de tripulantes por um período entre 4 e 5 meses, na operação da companhia aérea na Austrália.