Greve na Portway: Sindicato denuncia substituição de grevistas

26 de August 2022 - 12:13

Paralisação deve levar ao cancelamento de cerca de 100 voos. Empresa diz que não contratou serviços externos e remete responsabilidade para as companhias aéreas e aeroportos.

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Recolha de bagagem no aeroporto de Lisboa. Foto flöschen/Flickr

Entre esta sexta-feira e domingo, os trabalhadores da Portway que fazem serviços em terra, por exemplo no processamento das bagagens, estão em greve para reclamar o cumprimento do Acordo de Empresa de 2016, o fim dos bloqueios às progressões na carreira e atualizações salariais imediatas para fazer face à inflação, bem como o pagamento dos feriados a 100% a todos os trabalhadores.

Em declarações à TSF, um dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil considerou "bastante positiva" a adesão à greve. "Até ao momento, em termos de adesão, temos 90% em Lisboa, cerca de 85% no Porto, Faro entre 40% a 50% e Funchal entre os 60% e 70%", afirmou Pedro Figueiredo, acrescentando que mantém a previsão de "60 voos cancelados em Lisboa e outros 40 no Porto e fortes atrasos em Faro e Funchal."

O sindicato denunciou ao Ministério do Trabalho que a empresa está a contratar trabalhadores externos para substituir grevistas. "Em Lisboa há duas companhias a fazê-lo e os administradores e responsáveis dessas empresas já foram notificados através de um e-mail que o sindicato já enviou para o Ministério competente e para as ACT competentes a denunciar essa questão. Estamos a equacionar apresentar uma queixa na PSP de modo a que se possa notificar ou identificar os infratores, porque isso é passível de crime", afirmou o sindicalista à TSF.

A Portway reagiu em declarações à agência Lusa, negando ter contratado trabalhadores externos. “Quem o pode fazer, legitimamente, são as companhias aéreas e os aeroportos”, afirmou fonte da empresa. Segundo o sindicato, a Ryanair/Groundlink e a Groundforce foram as empresas que se disponibilizaram a efetuar este serviço.