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Greve dos trabalhadores da Saúde com adesões superiores a 80%

Trabalhadores do setor público da Saúde, exceto médicos e enfermeiros, estão em greve esta sexta-feira, por aumentos de salários e melhores condições de trabalho. Trabalhadores das autarquias locais concentraram-se e houve greve na Rodoviária de Lisboa. A 7 de julho há manifestação nacional da função pública.
Piquete de greve dos trabalhadores da saúde durante a noite - Foto do facebook da federação sindical da função pública
Piquete de greve dos trabalhadores da saúde durante a noite - Foto do facebook da federação sindical da função pública

Segundo os dados dos sindicatos, a adesão à greve convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais da CGTP (FNSTFPS) foi elevada, com percentagens superiores a 90%, nomeadamente nos hospitais. Em muitos deles registaram-se adesões de 100%, sendo apenas cumpridos os serviços mínimos.

A federação sindical salienta as elevadas adesões em todos os hospitais da região Norte, com 90%. Na região Centro, a adesão no turno da noite foi de 90%, só com serviços mínimos a funcionar; na região de Lisboa, S. José, com 95%, Maternidade Alfredo da Costa, com 95%; Hospital Beatriz Ângelo, 80%; a sul, Hospital de Portalegre só com mínimos e Hospital de Évora com 70% de adesão.

A federação sindical sublinha que os elevados níveis de adesão à greve mostram o descontentamento dos trabalhadores e a vontade em prosseguir a luta pela abertura de negociações, em defesa das reivindicações de melhores condições de trabalho, dignificação e valorização profissional, justa contagem do tempo de serviço e admissão de mais trabalhadores.

À Lusa, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) da UGT, declarou: “Tal como esperávamos, a adesão à greve de hoje ronda os 70 a 80%. Os efeitos da greve, que abrange todos os trabalhadores da saúde, exceto médicos e enfermeiros, dos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde, como hospitais ou centros de saúde, estão a fazer-se sentir sobretudo no atendimento e nos serviços de consultas do continente e das regiões autónomas”.

75% de adesão na greve da Rodoviária de Lisboa

A greve dos trabalhadores da Rodoviária de Lisboa, que lutam por aumento salarial de 700 para 750 euros, tem uma adesão de cerca de 75%. De manhã, o presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Rodoviária de Lisboa (SITRL), João Casimiro, declarou: “Segundo a indicação que temos dos centros operacionais, a adesão hoje ronda os 75%, um bocadinho mais elevada do que as anteriores que andavam à volta dos 60 a 70%”.

O dirigente sindical acrescentou que os trabalhadores continuam sem resposta da empresa e aponta: “Vamos dar um compasso de espera para ver se conseguimos ‘feedback’ por parte da empresa. Se não houver, vamos falar com os trabalhadores e avançar para outras formas de luta, nomeadamente greves parciais”. A greve começou às 3h desta sexta-feira e termina às 7h de sábado e é a 14ª paralisação que os motoristas da Rodoviária de Lisboa realizam desde julho de 2021.

Também hoje realizou-se uma concentração de ativistas sindicais das autarquias locais contra o empobrecimento, convocada pelo STAL.

Para a quinta-feira da próxima semana, 7 de julho, está convocada pela federação sindical da função pública uma manifestação nacional, pelo aumento de salários e pensões, contra o aumento do custo de vida e o corte de direitos.

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