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Galp anuncia seis novas plataformas petrolíferas

Até 2019, Galp Energia quer ter mais plataformas no Brasil e Angola. Em Portugal, contestação obrigou à suspensão de furos. Contra a exploração de petróleo, movimentos ambientalistas convocaram manifestação para 12 de novembro.
Plataforma petrolífera
Plataforma petrolífera, foto de Philippa McKinlay/Flickr.

Carlos Gomes da Silva, presidente da Galp Energia anunciou que a petrolífera vai ter mais quatro plataformas de petróleo no Brasil e mais duas plataformas em Angola em funcionamento até ao final de 2018. O dirigente da petrolídera afirmou também que quer potenciar capacidade já instalada, para aumentar a produção no próximo ano. Gomes da Silva anunciou ainda que a empresa tem dois projetos de extração de gás em Moçambique, que ainda não estão concretizados.

Em Portugal, as concessões atribuídas à empresa têm sido alvo de muita contestação, entre outras razões, por não terem tido um estudo de impacte ambiental, pelas populações locais não terem sido ouvidas no processo, e pelo péssimo negócio que representariam para o Estado.

A empresa, em conjunto com a Repsol, suspendeu este ano os planos de furos ao largo da costa alentejana e algarvia devido à pressão e contestação unânime das populações e autarquias das regiões afetadas. No entanto, o consórcio criado por ambas as empresas solicitou ao governo nova autorização para fazer em 2017 os furos de prospeção de gás e petróleo nas mesmas localizações. O governo tem até ao final do ano para decidir.

Para evitar a atribuição de novas concessões, contestar as concessões já atribuídas e protestar contra a utilização de combustíveis fósseis, vários partidos e movimentos ambientais convocaram a manifestação "salvar o clima, parar o petróleo" para dia 12 de novembro (mais informações no seu facebook, aqui).

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