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Falta de semicondutores continua a atrasar produção na Autoeuropa

A fábrica retomou a capacidade máxima em fevereiro de 2021, mas os atrasos no fornecimento de componentes têm obrigado à suspensão da produção. Reabrem a linha esta segunda-feira.
O impacto financeiro da falta de componentes irá ser absorvido pelo Estado.
O impacto financeiro da falta de componentes irá ser absorvido pelo Estado. Foto Mário Cruz/Lusa

A produção de automóveis na fábrica da Autoeuropa, em Palmela, tem sofrido suspensões sucessivas devido à falta de componentes desde a reabertura da linha de produção na sua capacidade máxima, no início deste ano.

O problema estará no mercado asiático, cuja produção de semicondutores não terá ainda recuperado devido às medidas de contenção da covid-19. Estes componentes são essenciais para a produção da fábrica de Palmela, com capacidade de produção de cerca de 900 automóveis por dia útil, mais 600 por dia de fim-de-semana.

Esta segunda-feira reabriu às 0h a atividade nas secções de pinturas e carroçarias, com o arranque da montagem de automóveis marcado para as 7h da manhã, confirmou à Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores.

A Autoeuropa emprega mais de 5.200 trabalhadores, dos quais 98% com vínculo permanente, e produziu em 2020 um total de 192.000 automóveis e 20 milhões de peças para outras fábricas do grupo alemão, representando 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e 4,7% das exportações portuguesas.

O impacto financeiro da falta de componentes irá ser absorvido pelo Estado. À Lusa, fonte da administração da empresa adianta que a Autoeuropa vai recorrer a um "programa de apoio à atividade económica, garantindo o pagamento das remunerações" e que será atribuído um "complemento como garantia do rendimento individual de cada colaborador da empresa”.

Atualmente, o SUV T-Roc representa praticamente toda a produção diária da Autoeuropa - em conjunto com o monovolume Sharan. A procura elevada do T-Roc garantiu que a Autoeuropa ficasse imune à falta de chips que está a afetar algumas fábricas automóveis na Europa, mas não ficou imune à falta de semicondutores. Desde fevereiro que a fábrica voltou teoricamente a ter 19 turnos de laboração por semana: laboração contínua nos dias úteis e dois turnos ao sábado e ao domingo.

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