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Empresa que presta serviços ao Estado não paga salários

Ambiente e Jardim não garante os salários atempadamente e o mês de julho ainda está por pagar. Trabalhadores exigem uma posição firme por parte das entidades públicas que recorrem aos serviços da empresa de limpeza industrial.
Protesto dos trabalhadores da Ambiente e Jardim no Rossio, em Lisboa. Foto de André Beja.

“Ainda sem receber os salários do mês de julho, os trabalhadores da empresa de limpeza industrial Ambiente e Jardim marcaram um dia de luta nacional" em várias cidades do país, anunciou em comunicado o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Atividades Diversas (STAD).

Os protestos foram agendados para esta sexta-feira em Lisboa, na estação do Rossio, no Porto, no Hospital Pedro Hispano, na estação nova em Coimbra e na estação de Faro, “para reclamar o pagamento atempado dos salários, que a empresa não vem cumprindo há vários meses”, explica o sindicato.

Os trabalhadores não recebem atempadamente os seus salários – o salário de maio foi pago a 15 de junho - e as remunerações de julho estão por pagar. Há alguém quem aguarde pelos subsídios.

De acordo com o STAD, há trabalhadores que estão a viver “situações dramáticas”, sem conseguirem pagar as suas contas e os empréstimos ao banco.

Eduardo Teixeira, dirigente sindical do STAD, explicou, em declarações à comunicação social, que os trabalhadores exigem que empresa pague os salários e que os clientes tomem uma posição firme. O sindicalista lembrou que a Santa Casa da Misericórdia já terminou os contratos com a Ambiente e Jardim, contratando outras duas empresas e assegurando os postos de trabalho e o pagamento dos salários. É essa “coragem” que as outras entidades públicas devem ter, assinalou.

O STAD informou que “já requereu uma audiência aos Ministérios responsáveis pelos contratos de prestação de serviços de limpeza, o Ministério das Infraestruturas, Ministério do Trabalho e Ministério da Saúde, para expor esta situação dramática”.

Foram também enviados ofícios aos clientes Hospital Pedro Hispano, IP e CP, Santa Casa da Misericórdia, que, entretanto, já extinguiu o vínculo com a empresa, e Câmara Municipal de Sintra a solicitar “reuniões de emergência” para saber “qual vai ser a sua atuação face à ilegalidade da Ambiente e Jardim, de não pagar os salários”.

“Os clientes também têm uma responsabilidade solidária face a esta situação! É fundamental que os trabalhadores tenham os seus direitos respeitados e recebamos salários no final de cada mês - os trabalhadores todos os dias fazem o seu trabalho com total competência, empenho e zelo. Receberam o salário é um direito absoluto!”, frisa o STAD.

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