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“É o voto no Bloco que desempata”

Na tradicional arruada final de campanha na rua de Santa Catarina, no Porto, Catarina Martins alertou que o PS está a terminar esta campanha numa enorme ambiguidade ao admitir um acordo de cavalheiros com o PSD.
Arruada na Rua de Santa Catarina, no Porto.
Arruada na Rua de Santa Catarina, no Porto. Foto de Pedro Gomes Almeida.

Em declarações à imprensa durante a arruada na Rua de Santa Catarina, no Porto, esta sexta-feira, a coordenadora nacional do Bloco começou por alertar para a ambiguidade do PS no fim desta campanha ao admitir um acordo de cavalheiros com o PSD. Catarina afirmou que “quem quer uma maioria à esquerda, uma maioria pelo salário e pela saúde, sabe que é com o voto no Bloco de Esquerda”.

Para a coordenadora do Bloco, “quem decide é quem vota. Lembro-me bem que em 2015 também nos diziam que estava tudo decidido, não estava e quem votou decidiu dar força ao Bloco e fomos capazes de arranjar uma solução contra a austeridade, que afastou a direita”.

“O voto no Bloco vai ser o voto que vai impedir acordos de centrão, que vai dar uma maioria à esquerda e afastar a direita, que vai vencer André Ventura. O voto no Bloco é o voto da esquerda que quer um governo pelo salário, pela pensão, pela saúde, pela habitação, pelo clima. É essa certeza que tenho”, disse Catarina Martins, acrescentando que “é o voto no Bloco que desempata”.

A bloquista também falou das promessas do PS que ficam na gaveta, enfatizando que “é necessário uma força à esquerda para que os compromissos não fiquem por fazer”.

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