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Coralfish com salário em atraso

A empresa de produtos congelados da Atouguia da Baleia não indicou previsão de data de pagamento dos salários gerando situações dificuldades na vida dos trabalhadores. Na próxima quarta-feira concentrar-se-ão em protesto.
Trabalhadores a amanhar peixe. Foto do STIAC/Facebook.
Trabalhadores a amanhar peixe. Foto do STIAC/Facebook.

Os trabalhadores da Coralfish não receberam ainda os salários do mês de julho nem o subsídio de férias informa o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Alimentar do Centro, Sul e Ilhas (STIAC).

A pequena indústria de produtos congelados da Atouguia da Baleia, em Peniche, que emprega perto de 15 pessoas, na sua maioria mulheres, já tinha reduzido desde abril os horários de trabalho, divulgando, de acordo com a direção sindical, um documento em que alegava que seria “a única forma de proteger o posto de trabalho de cada um deles”.

O STIAC diz que “desde então o problema tem-se agravado” e que “o salário nem sempre foi pago no último dia do mês” e os trabalhadores viveram “sempre na incerteza de o receber”.

Sublinha que “não existe uma previsão de pagamento dos salários” e que a falta de pagamento “coloca numa situação desagradável todas as famílias que dependem destes salários”, alertando para atrás nas suas despesas que podem levar a “situações de corte ou suspensão de serviços” e dificultando a compra de bens alimentares “podendo levar a casos de fome e de má nutrição, especialmente para quem vive sozinho ou tem filhos e outras pessoas dependentes”.

Por isso, os trabalhadores decidiram marcar uma concentração na próxima quarta-feira entre as 12.30 e as 13.30 junto das instalações da empresa.

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