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Coralfish pressiona trabalhadoras que optaram por dar assistência aos filhos

A empresa enviou um e-mail em que intimava as trabalhadoras nesta situação a “retomar ao trabalho” e a “manter a assiduidade”, denuncia o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Alimentar do Centro, Sul e Ilhas.
Trabalhadores a amanhar peixe. Foto do STIAC/Facebook.
Trabalhadores a amanhar peixe. Foto do STIAC/Facebook.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Alimentar do Centro, Sul e Ilhas, denunciou na passada sexta-feira que a Coralfish, uma empresa de preparação de produtos de pesca e de aquicultura, está a “ameaçar e a pressionar” as trabalhadoras que escolheram prestar assistência aos filhos com menos de doze anos de idade na pausa escolar decretada pelo governo devido à pandemia.

A direção sindical revela que as trabalhadoras receberam um e-mail no qual a empresa diz que “a Coralfish é uma empresa do ramo agro alimentar e que por essa razão os seus trabalhadores devem manter a assiduidade. As trabalhadoras devem por isso e sem demora informar a creche/ou o Agrupamento de escolas respetivo e retomar ao trabalho como se impõe."

Segundo a página da CGTP, uma trabalhadora que terá entregue “pessoalmente e por correio registado a declaração de justificação de faltas e uma declaração escolar em como esta encerrada”, que a empresa recusou enviar para a Segurança Social, foi também ameaçada de despedimento por faltas injustificadas.

Em reação à situação, o STIAC informa que pediu uma inspeção à Autoridade para as Condições de Trabalho e lembra o decreto de lei do estado de emergência que enquadra a situação e permite aos trabalhadores com filhos de menos de doze anos ficar em casa.

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