"Tivemos 109 mil pedidos iniciais válidos de 'lay-off' simplificado e no primeiro mês 75 mil empresas pediram prorrogação. Em junho tivemos 54 mil empresas com pedidos de prorrogação válidos e pagos e, em julho, 23 mil pedidos", afirmou esta segunda-feira a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, citada pela Agência Lusa.
Em abril, o número de trabalhadores sujeitos a lay-off situava-se nos 425 mil, com 22 mil empresas registadas à altura, e milhares de trabalhadores com salários em atraso.
Estes pedidos de prorrogação referem-se a “processos válidos e pagos”, ainda segundo a tutela. Os dados foram comunicados após o Conselho de Ministros que aprovou o apoio à medida que irá substituir o 'lay-off' simplificado a partir de agosto.
O regime de lay-off simplificado, que termina este mês, manter-se-á apenas para empresas obrigadas a estarem encerradas. O novo apoio não prevê a suspensão do contrato de trabalho, mas apenas a redução do horário de trabalho e varia consoante a quebra de faturação.
Segundo a tutela, o apoio extraordinário à retoma progressiva, que estará em vigor entre agosto e dezembro, poderá ser solicitado pelas empresas com quebra de faturação igual ou superior a 40% "a partir do final da próxima semana".
Já o apoio adicional para as empresas com quebra de faturação igual ou superior a 75% só poderá ser pedido em setembro, mas terá efeitos retroativos a agosto, disse a ministra.