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CGTP denuncia atraso dos pagamentos aos trabalhadores em lay-off

Empresas repercutiram atraso dos pagamentos da Segurança Social no pagamento dos salários. Comemorações do 1º de Maio cumprem distanciamento mínimo, com discurso na Alameda mas sem manifestações.
Manifestação da CGTP
Bloco / Flickr

Após reunião da Concertação Social que ocorreu na passada 3ª feira, a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, prestou declarações à agência Lusa, denunciando que “houve muitos trabalhadores que, no fim de março, não receberam a totalidade dos dois terços [do salário] por falta de pagamento da Segurança Social às empresas que acabaram por pagar só os 30% que lhes dizem respeito”. Segundo a dirigente da intersindical, a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, confrontada com a situação terá respondido que “já estão a ser pagas as verbas relativas aos pedidos de março e que estão a tentar pagar também os de abril”.

A mesma fonte adianta que a reunião da Concertação Social abordou ainda o reforço da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e as medidas a adotar aquando da retoma da atividade económica. A CGTP alertou para o facto das compensações pagas aos trabalhadores em lay-off simplificado não abrangerem toda a remuneração. Estes assuntos, prevêem-se ser trabalhados na próxima 5ª em feira, em reunião entre a intersindical e a Ministra do Trabalho.

Com a proximidade do 1º de Maio, o Dia do Trabalhador, a CGTP anunciou que este ano a secretária-geral realizará um discurso na Alameda, em Lisboa, num contexto de menor participação e cumprindo distanciamentos mínimos de 4 a 5 metros entre participantes. Não teremos “a Alameda cheia de trabalhadores e de famílias, nem vamos ter as tasquinhas com petiscos”. A central sindical afirma que "a participação nas iniciativas será necessariamente limitada, recomendando-se a não participação de reformados tendo em consideração as normas de protecção hoje existentes, bem como a não participação de crianças".

Em moldes semelhantes acontecerão iniciativas no Porto e noutras cidades. Segundo declarações de Isabel Camarinha à agência Lusa, "a atual situação, como despedimentos, redução dos rendimentos dos trabalhadores e a brutal violação dos direitos nos locais de trabalho, faz com que a CGTP tenha de levar isto para a rua, porque os direitos dos trabalhadores não estão suspensos". Anunciou ainda que existirão intervenções transmitidas de forma digital.

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