Em declarações aos jornalistas à margem do protesto das trabalhadoras da Ambiente e Jardim, junto à estação de Campanhã, no Porto, Catarina Martins lembrou que esta empresa “tem contratos com instituições públicas e privadas e em vários sítios deixou de pagar salários”.
A coordenadora do Bloco explicou que a Ambiente e Jardim, “que já teve vários nomes”, é “uma daquelas empresas que aparecem e desaparecem e não assumem responsabilidades”, que “não servem para nada, a não ser para ficar com parte dos salários dos trabalhadores”.
Neste momento, em alguns locais, a Ambiente e Jardim já foi substituída por outras empresas e o pagamento dos salários foi assegurado. No caso da limpeza dos comboios, o problema “está longe de ser resolvido”, lamentou Catarina Martins.
A dirigente bloquista frisou que existem duas reivindicações à partida. Por um lado, é preciso que o Ministério das Infraestruturas garanta o salário destes trabalhadores no imediato, “sem prejuízo das responsabilidades que devem ser imputadas à Ambiente e Jardim”.
“Estamos a falar de pessoas com salários muito baixos e com horários muito penalizadores”, e em que, em alguns casos, “toda a família trabalha ali”, assinalou Catarina Martins.
A coordenadora bloquista defendeu que “é preciso acabar com esta multiplicidade de empresas que só servem para ficar com uma parte dos salários dos trabalhadores e para lhes retirarem os mais básicos direitos do trabalho”.
Trabalhadoras e trabalhadores em greve pelo pagamento de salários
As trabalhadoras e os trabalhadores de limpeza dos comboios da CP, estações ferroviárias e Câmara Municipal de Sintra entraram em greve esta quarta-feira numa ação de protesto contra os salários em atraso.
De acordo com o STAD-Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Atividades Diversas, os trabalhadores exigem à empresa de limpeza industrial Ambiente e Jardim “o pagamento do salário de agosto, até ao último dia do mês, e do salário em atraso de julho; e exige aos clientes da Ambiente e Jardim (CP-Comboios de Portugal, IP-Infraestruturas de Portugal e Câmara Municipal de Sintra) que tenham uma posição muito firme contra a Ambiente e Jardim por não pagar os salários dos trabalhadores”.
A greve irá prolongar-se até à próxima segunda-feira, dia 6 de setembro.
Para o próximo dia 6 de Setembro, das 10h às 12h, estão ainda agendadas concentrações de denúncia e protesto em Lisboa (Estação do Rossio), Porto (Estação de São Bento), Coimbra (Estação de Coimbra B) e Faro (Estação de Faro).