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Bruxelas passa a tratar Barroso como um lobista

Questionado pela Provedora de Justiça Europeia sobre a ida de Barroso para o Goldman Sachs, Jean Claude Juncker responde que Durão não voltará a ser recebido em Bruxelas como ex-presidente da Comissão.
Pela primeira vez, um ex-presidente da Comissão é submetido ao comité de Ética. Juncker não volta a tratar Barroso como ex-presidente.

A partir de agora, diz o presidente da Comissão Europeia na resposta enviada à provedora Emily O'Reilly na sexta-feira, quando Barroso entrar nas instalações da Comissão será recebido "não como um ex-presidente, mas como um representante de interesses".

Juncker também confirmou que irá um parecer ao Comité de Ética da Comissão, a propósito da contratação de Durão Barroso pelo gigante da banca internacional com responsabilidades conhecidas na crise financeira ocorrida enquanto Barroso presidia à Comissão.

“Pedi que, neste caso específico, porque envolve um ex-presidente da Comissão, o secretário-geral (da Comissão) lhe envie uma carta pedindo  esclarecimentos sobre as suas novas responsabilidades e os termos do seu contrato, em relação aos quais irei pedir o parecer do Comité Ad Hoc de Ética."

A confirmar-se, será a primeira vez que um ex-presidente da Comissão será alvo de investigação por este Comité que, de acordo com a Reuters, é composto por um holandês ex-juiz do Tribunal Europeu de Justiça, um ex-eurodeputado do SPD alemão e um ex-alto funcionário da Comissão.

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