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Bloco chama diretor-geral do património cultural ao Parlamento

A situação de colapso no funcionamento do Museu Nacional de Arte Antiga, que permanece parcialmente encerrado devido à falta de funcionários, motivou o requerimento entregue esta quinta-feira para ouvir o responsável pela Direção-Geral do Património Cultural e do diretor do museu.
Reservas do Museu Nacional de Arte Antiga. Foto de Tiago Ivo Cruz.
Reservas do Museu Nacional de Arte Antiga. Foto de Tiago Ivo Cruz.

A situação não é nova. O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) não tem funcionários suficientes para garantir os turnos de vigilantes nas diferentes salas, obrigando sazonalmente ao encerramento de várias salas e secções do Museu. Simultaneamente, as falhas no sistema elétrico provocam prolongadas quebras de luz em várias salas, obrigando ao seu encerramento.

Em abril, numa visita do Bloco de Esquerda ao MNAA, o diretor Joaquim Caetano descrevia a situação e os problemas em cada sala, desde falta de funcionários a infiltrações de água devido a problemas estruturais em várias zonas do edifício que nunca foram alvo de intervenção. E alertava para o inevitável encerramento de salas no período do verão.

Várias salas da exposição permanente voltaram a encerrar devido à falta de vigilantes. As salas deverão ficar encerradas até setembro. “Devido às limitações de pessoal técnico na área da vigilância informa-se que, a partir de 01 de junho, o Museu Nacional de Arte Antiga é obrigado a proceder ao encerramento de algumas áreas da sua exposição permanente, nomeadamente as coleções de mobiliário, ourivesaria, cerâmica e artes não europeias”, afirmou o diretor do MNAA, Joaquim Caetano, em comunicado citado pela Agência Lusa.

Atualmente, está publicado um aviso aos visitantes no sítio 'online' do Museu sobre "limitações no percurso expositivo permanente entre os meses de junho e setembro", uma situação que se repete há vários anos, e que se agrava nos meses de verão, devido à falta de funcionários.

Questionado esta quinta-feira pela Lusa sobre a atual situação do museu, Joaquim Caetano mostrou-se preocupado com "os problemas antigos, recorrentes, que se agravaram", como a falta de vigilantes, e o estado dos sistemas elétrico e de climatização, "que precisam de ser substituídos, porque estão a deixar de funcionar", e deixam salas "às escuras" diariamente.

Esta situação recorrente e conhecida de falta de recursos humanos não está limitada ao MNAA, sendo antes um problema estrutural que a DGPC insiste em não resolver, e que aliás contrasta com a disponibilidade do executivo em investir em grandes obras públicas, como é o caso do Palácio da Ajuda.

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