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Ambientalistas exigem calendário para remoção de amianto nas escolas

As associações Mesa e Zero querem que o Governo divulgue a lista atualizada de estabelecimentos escolares com amianto que serão intervencionados, bem como o calendário de obras, tal como está previsto na lei.
Manifestação de estudantes e encarregados de educação contra o amianto nas escolas em outubro de 2019.
Manifestação de estudantes e encarregados de educação contra o amianto nas escolas em outubro de 2019. Fotografia de esquerda.net

O Movimento Escolas Sem Amianto (Mesa) e a Associação Ambientalista Zero alertam para a necessidade urgente de divulgação da lista atualizada de estabelecimentos escolares com amianto, bem como o calendário das obras de remoção do mesmo. 

Ambas as organizações tinham apelado no final do mês de abril para que o Governo aproveitasse o período de encerramento das escolas de todo o país provocado pela pandemia da covid-19 para dar início às obras de remoção de amianto nos estabelecimentos escolares considerados prioritários. 

Foi por isso que agora “louvam” o facto de o Governo ter aceite essa mesma sugestão. No passado dia 21 de maio, o Governo anunciou que iria lançar uma “grande operação de eliminação de amianto das escolas”. 

Na altura, António Costa afirmou que “agora que as escolas estão fechadas, é também agora ou nunca que temos de eliminar o amianto das escolas”.  

Para André Julião, representante do Mesa, “não faz sentido que se continue a falar deste tema e que não exista uma listagem de edifícios com amianto bem como a classificação desses edifícios relativamente à prioridade de intervenção”. 

O ativista contra o amianto lembra ainda que de acordo com a lei 2/2011, a publicação dessa lista é obrigatória. Porém, ela foi publicada em 2014, mas posteriormente removida. 

“A própria comunidade escolar tem o direito de saber que escolas constam ou não do levantamento feito, até para complementação dessa listagem, que poderá ter erros”, afirma Íria Roriz Madeira, membro da ZERO.

 A divulgação da calendarização é urgente, até porque “a comunidade educativa está esperançosa e expectante”, explica o coordenador do Mesa, pois querem “saber quando as respetivas escolas serão intervencionadas” e as datas previstas para a conclusão dessas mesmas intervenções.

Há mais de dois anos que os ativistas se mobilizam pela remoção do amianto das escolas de todo o país. O Mesa, a Zero e a Fenprof criaram a petição “Pela remoção total do amianto das escolas públicas”. Após ter recolhido mais de 5.600 assinaturas em apenas duas semanas, a petição será debatida na Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território da Assembleia da República, antes de seguir para debate em plenário.

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