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Ação global de solidariedade com as mulheres afegãs é este sábado

A ação de solidariedade global mobilizada pela organização feminista anti-fundamentalista afegã RAWA será acompanhada em Portugal por manifestações este sábado em Vila Real, Porto e Lisboa. “Nenhum/a de nós é livre até que as mulheres do Afeganistão sejam livres”.
Nas redes sociais, as mobilizações fazem-se através das hashtags #RiseForAndWithWomenOfAfghanistan #IStandWithWomenofAfghanistan.
Nas redes sociais, as mobilizações fazem-se através das hashtags #RiseForAndWithWomenOfAfghanistan #IStandWithWomenofAfghanistan.

“As mulheres do mundo e os nossos aliados estão com as mulheres - e todos os grupos vulneráveis - do Afeganistão contra o imperialismo, o militarismo, o fundamentalismo e o fascismo”, pode ler-se na mensagem de convocatória da Revolutionary Association of the Women of Afghanistan (RAWA), a organização feminista anti-fundamentalista mais antiga do Afeganistão.

A ação apela a todas e todos os que “amam a justiça, progressistas e afins em todo o mundo”, para participarem e mobilizarem a partir dos coletivos feministas dos diferentes países porque “nenhum/a de nós é livre até que as mulheres do Afeganistão sejam livres”.  

Em Portugal, estão marcadas concentrações em Vila Real (16h na Avenida Carvalho Araújo), Porto (18h, Praça D. João I) e Lisboa (18h, Praça Luís de Camões). Nas redes sociais, as mobilizações fazem-se através das hashtags #RiseForAndWithWomenOfAfghanistan #IStandWithWomenofAfghanistan.

Estas ações pretendem, no imediato, que a comunidade internacional se recuse a reconhecer “um governo talibã, que não tem qualquer legitimidade além da força bruta que lidera e que aterroriza o povo do Afeganistão, raparigas e mulheres em particular”.

Igualmente, entendem que devem ser impedidas “todas as formas de apoio aos talibãs”, incluindo financiamento, fornecimento de armas e conhecimento técnico.

A RAWA reivindica o fim do imperialismo, militarismo, fascismo e fundamentalismo religioso e apela a que as entidades supra-mencionadas parem e impeçam “a manipulação dos direitos das mulheres para fins comerciais e outros interesses”.

Apelam também ao apoio à resistência das mulheres contra os talibãs dentro do Afeganistão, apoiando “as mulheres e o povo afegão nos seus direitos humanos e democráticos, incluindo o seu direito à autodeterminação”.

As pessoas em situação de risco mais iminente, nomeadamente pessoas defensoras dos direitos humanos, jornalistas, políticias, funcionários públicos, atletas e pessoas LGBTI+, devem ser evacuadas. E deve ser criado “um corpo de observadores independente, constituído maioritariamente por mulheres com historial de promoção dos direitos das mulheres, para monitorizar a situação no Afeganistão”.

Entendem ainda ser necessária a “abertura imediata de corredores humanitários para apoiar as pessoas do Afeganistão”, bem como o “fim das políticas de comércio de armas e o complexo militar industrial, que luvra com as guerras em curso no Afeganistão e em todo o mundo”.

 

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