Os efeitos da pandemia na região autónoma da Madeira estão a ser profundos. O desemprego subiu 10% face a 2019 e um terço da população ativa está em lay-off, num total de 61 mil trabalhadores, 45% da população, noticiou o jornal Público esta terça-feira.
De acordo com os dados fornecidos pela Secretaria Regional de Inclusão Social e Cidadania (SRIC), 3.375 empresas recorreram ao mecanismo de lay-off simplificado desde o início da pandemia, colocando um total de 43.699 trabalhadores neste regime.
O Sindicato da Hotelaria denuncia o aproveitamento da situação e a pressão que o lay-off coloca sobre os trabalhadores. “Alguns querem mandar as pessoas de férias, sem pagar, claro. Outros aproveitam para fazer obras, porque a Segurança Social vai pagando”, diz Adolfo Freitas ao Público. E relembra que “durante anos e anos, o turismo bateu recordes, mas isso não se refletiu nos salários dos trabalhadores”.
Em maio, estavam inscritos 17.645 de trabalhadores no Centro de Emprego, números que tenderão a piorar com a guerra comercial lançada entre vários países europeus na disputa pelo mercado do turismo e de aviação, e que levou já o Reino Unido a não incluir Portugal nos países seguros para onde viajar de forma a favorecer o consórcio formado pela British Airways/ Iberia, decisão com duras consequências para a economia da Madeira.
Ao Público, a secretária regional Augusta Aguiar afirma que "o governo regional está a acompanhar, em permanência, a evolução da situação das empresas e dos trabalhadores, e tem vindo a adaptar as medidas conforme necessário", explica, não se comprometendo com qualquer resposta por parte do governo regional.