1969 – O Ano que Nunca Terminou

Texto de Maria Manuela Cruzeiro de apoio ao debate “50 anos da crise académica”, que terá lugar no Fórum Socialismo 2019, no domingo, 1 de setembro, às 14h30 horas, no Porto.

30 de agosto 2019 - 15:38
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Fotografia de Paulete Matos
Fotografia de Paulete Matos

Revisitar hoje a crise académica de 1969 coloca-nos perante um difícil equilíbrio (ou confronto) entre as três principais abordagens possíveis: a abordagem da história, da memória e da comemoração. Ao longo destes cinquenta anos verifica-se um défice no tratamento historiográfico do acontecimento, face a uma vigorosa e crescente afirmação da memória, nas suas diferentes vertentes: memórias individuais, memória geracional e memória colectiva.

Tentarei analisar as dinâmicas de confluência e de divergência entre estas três dimensões, concluindo pela manifesta hegemonia da memória colectiva na sua forma mais comum: a comemoração. E, questionando as modalidades, os actores, os lugares e tempos dessa comemoração/celebração, concluir que essa operação se faz em nome de valores como o consenso e a unanimidade, em manifesto contraste com a verdadeira natureza do acontecimento celebrado: Um acontecimento colectivo, dinâmico, plural e criativo; (im)possível à maneira de Derrida: o que constrói a sua própria possibilidade.

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