Cultura

Thomas Piketty escreveu um livro chamado Capital que causou grande celeuma. Ele mostra estatisticamente (e estamos em dívida com ele e seus colegas por isso) que o capital tendeu, através da história, a produzir níveis cada vez maiores de desigualdade. Mas, a sua explicação de porque as tendências à desigualdade e à oligarquia surgem está seriamente comprometida. E ele certamente não produziu um modelo de trabalho para o capital do século 21.

porDavid Harvey

“Motivos de segurança” foram alegados pelo Ministério da Cultura para impedir a apresentação da peça “As Orações de Mansata”, mas a sala do Cine Teatro Nacional tinha programação até junho e o governo estava informado da estreia pelo menos desde o dia 9 de abril.

Foi pintor surrealista, além de escultor, desenhador de cenários e parte da equipa de efeitos especiais que ganhou, em 1980, o Óscar desta categoria. O seu livro “Necronomicon” (1978) inspirou o cineasta Ridley Scott quando procurava uma aparência para a criatura que seria central num dos seus filmes mais famosos. Por António José André.

Jorge Castro Guedes, ator, encenador e a atualmente diretor artístico do Dogma 12, um Estúdio de Dramaturgias de Língua Portuguesa fundado há dois anos, afirma em entrevista ao Esquerda.net que é necessário encontrar soluções à esquerda, um novo paradigma capaz de criar massa crítica que retire as pessoas da apatia em que se encontram. Por Pedro Ferreira.

porPedro Ferreira

A revista italiana Domus e o Bloco de Esquerda apresentaram no interior do Parlamento Europeu, em Bruxelas, a exposição “Project Herácles, uma Ponte Euro-Africana” para discutir uma outra Europa, que se quer aberta e onde todos têm lugar, porque ninguém é ilegal no mundo. Artigo de Ana Catarino.

Na inauguração da exposição “O futuro era agora – nos 40 anos das greves contra a corrente (maio – setembro de 1974)", nesta segunda-feira, os historiadores Fernando Rosas e João Madeira sublinharam que aquele movimento foi determinante para arrancar grande parte das conquistas históricas da classe trabalhadora e os órgãos de vontade popular.

Viagens e outras viagens está longe de se confundir com um guia turístico. Nesta obra, Antonio Tabucchi leva-nos numa viagem por um mundo onde as identidades se impõem face às bandeiras e interpela-nos sobre a pretensão de apropriação do espaço e do tempo.

porJoão Curvêlo

A propósito da inauguração da exposição sobre “os 40 anos das greves contra a corrente", esquerda.net entrevistou o historiador João Madeira que afirma também que “evocar essa vaga de greves, através de uma exposição e de um conjunto de colóquios” é “resgatar a memória, que é parcela insubstituível daquilo que também foi o próprio 25 de Abril”. A inauguração é nesta segunda-feira, às 18 h, na Associação José Afonso em Lisboa (na rua de S. Bento 170, em frente à AR).

Foi publicado número 5 da Revista Vírus, que tem um dossier sobre o 25 de Abril. Nele incluem-se artigos de Fernando Rosas, Adriano Campos e Jorge Costa, Miguel Perez, Constantino Piçarra e Luís Trindade. Aqui, publicamos o editorial de Fernando Rosas.

O documentário de Tréfaut sobre o cante alentejano venceu o prémio Prémio Allianz - Digimaster para Melhor Longa-Metragem Portuguesa, do Festival IndieLisboa.

É na terceira estrofe da canção “Bem Bom” com que a banda Doce representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção em 1982 que eu encontro o exemplo mais dramático das rápidas transformações culturais na sociedade portuguesa depois da revolução. Por Luís Trindade

Decisão do júri foi tomada por unanimidade e destaca como o projeto da associação, instalada na aldeia de Nodar e que já existe há dez anos, articula a qualidade, o rigor e a exigência da experimentação de novas linguagens artísticas com um contexto do interior do país.

O Esquerda.net entrevistou Jorge Campos, documentarista e programador cultural, que nos falou de documentarismo e da necessidade de uma intervenção pública no âmbito de uma política cultural. Para Jorge Campos, “A política que perde a referência cultural deixa de o ser”. Por Dalila Teixeira.

A exposição “O futuro era agora – nos 40 anos das greves contra a corrente (maio – setembro de 1974)" (ver evento no facebook), é inaugurada na próxima segunda-feira, dia 5 de maio, às 18 h, na Associação José Afonso, núcleo de Lisboa (na rua de S. Bento 170, em frente à Assembleia da República). É uma iniciativa da Cultra que realizará também dois colóquios sobre o tema.

O Esquerda.net entrevistou Alexandre Alves Costa, arquiteto que integrou entre 1974 e 1976 a Comissão Coordenadora do SAAL/ Norte. Fizemos a viagem ao passado com ele, ao mesmo tempo que nas salas do Trindade dois documentários, inseridos no Desobedoc - Mostra de Cinema Insubmisso, retratavam o tema. Por Dalila Teixeira.