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Amado e a guerra no Líbano

GOVERNO PORTUGUÊS NÃO APELA AO CESSAR-FOGO
luis_amado_060727Luís Amado, ministro dos negócios estrangeiros, reiterou na passada quinta feira na Assembleia da República a disponibilidade de Portugal para avaliar a participação numa missão de paz. Luís Fazenda, líder parlamentar do Bloco criticou a posição do ministro por não ter «uma palavra de condenação pela agressão de Israel ao Líbano».

Luís Fazenda salientou ainda «Sabemos que o Governo português pediu uma reunião extraordinária da UE, mas não sabemos o que vai defender nesse debate, a não ser manifestar a sua disponibilidade, uma espécie de guia de marcha antecipada para que os soldados portugueses participem numa força eufemisticamente chamada de mecanismo de estabilização».

Também o PCP criticou o ministro e o governo tendo o deputado António Filipe afirmado «O Governo abstém-se de tomar posição, de reivindicar de imediato o cessar-fogo e diz-se disponível para participar numa força que ninguém sabe ao certo o que será». António Filipe salientou ainda que o PCP não apoiará o envolvimento de militares portugueses nessas condições.

Luís Amado recebeu um acordo de princípio de PSD e CDS, que reservaram uma posição final para quando estiverem definidos o mandato e composição dessa missão. A justificar a falta de posição Luís Amado acrescentaria «Não tendo Portugal, como não teve no passado, um envolvimento unilateral nos processo de paz no Médio Oriente, temos de ter a noção clara de que se temos responsabilidades a exercer as temos de exercer no quadro da UE».

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