José Joaquim Ferreira dos Santos

José Joaquim Ferreira dos Santos

Reformado. Ativista do Bloco de Esquerda em Matosinhos. Escreve com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990

Entendo que há situações em que é necessário flexibilizar atitudes, tendo sempre presente o principal, que Portugal é uma República que se rege por princípios democráticos e que os seus dirigentes eleitos não podem esquecer esses princípios.

As profundas alterações que se têm verificado no mundo do trabalho implicam que as relações laborais sejam avaliadas, repensadas e reapropriadas, com urgência, pelas organizações dos trabalhadores.

Tenho por bom o princípio que em qualquer conflito armado, que aconteça seja onde for e em qualquer regime dos países que sofram invasões territoriais, as grandes vítimas são sempre os seus habitantes e essa é a razão pela qual dou todo o apoio solidário.

Para realmente contrapor à cultura do capitalismo neoliberal uma cultura alternativa é de todo um paradigma político diferente que necessitamos. As formulações ecossocialistas podem representar um contributo importante nessa alternativa.

Como afirma, com propriedade e criticamente o pensador Noam Chomsky, nos nossos dias “o propósito dos meios de comunicação social não é o de informar o que acontece, mas o de moldar a opinião pública de acordo com a vontade do poder corporativo dominante”.

Christine Lagarde e os representantes da Fed e do Banco de Inglaterra afirmaram que a causa da inflação e o motivo para o aumento das taxas de juro eram os salários e um mercado de emprego forte. A declaração equivale a defender a existência de um “exército de mão-de-obra de reserva” de desempregados.

Opor tenazmente à “cultura neoliberal” uma cultura democrática, solidária consequente e verdadeiramente socialista, mobilizar contra a barbárie, deverá ser a proposta da Esquerda.

Portugal é legalmente um país laico, independente de qualquer religião, e esse deveria ser o saudável princípio do Estado, não pondo em causa as crenças pessoais de cada um.

Ao optar pelo voto contra do Orçamento do Estado para 2021, o Bloco de Esquerda fê-lo consciente por este não assegurar as condições mínimas de eficácia no combate à pandemia sanitária e à crise económica e social que se avoluma.

Por pouca confiança democrática que nos mereçam os recém-eleitos, Joe Biden, para a presidência e Kamala Harris, para a vice-presidência dos EUA, tudo é melhor do que a manutenção de Donald J. Trump e do seu perigoso clã à frente da Casa Branca, em Washington.