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“Von der Leyen tem muito pouco a ver com a UE”, aponta GUE/NGL

O grupo parlamentar da esquerda europeia (GUE/NGL) criticou a proposta do Conselho Europeu para a futura liderança da Comissão e defende a criação no Parlamento Europeu de uma Comissão Especial para a Urgência Climática.
Ursula von der Leyen
Ursula von der Leyen. Foto União Europeia.

Para o GUE/NGL, a proposta dos governos da UE para presidir à Comissão Europeia “presta um mau serviço à União Europeia”. Quem o diz é o líder interino do grupo parlamentar, o alemão Martin Schirdewan, que considera a escolha da sua compatriota Ursula Von der Leyen “uma bofetada na cara do eleitorado”.

“Enquanto ministra da Defesa da Alemanha, ela foi responsável por contratos de consultoria terríveis, pelo desastre de Gorch Fock [um navio escola cujo custo de reparação disparou de 10 para 135 milhões] e pelo estado desolador do exército alemão”, afirmou o eurodeputado do Die Linke.

Para o líder parlamentar interino do GUE/NGL, “embora Merkel tenha vencido o seu último jogo de poder, acabou por revelar o défice democrático da UE e aprofundar a sua crise institucional e política”.

Urgência climática no topo da agenda

Entre as 10 propostas do GUE/NGL para serem as prioridades dos futuros responsáveis pelas principais instituições da União Europeia, destaca-se a ação para enfrentar a urgência climática e repor a biodiversidade.

O grupo parlamentar da esquerda europeia quer que o Parlamento Europeu assuma um papel de liderança neste combate e isso passa pela criação de uma Comissão Especial sobre a Emergência Climática. A proposta será apresentada na primeira reunião dos líderes parlamentares esta quinta-feira.

“O tempo da inação e dos discursos vazios acabou. Temos de prosseguir com a declaração de urgência climática e dar passos concretos para concretizar legislação que limite as emissões de gases com efeito estufa e alcance a neutralidade carbónica”, defendeu Sira Rego, eurodeputada da Izquierda Unida.

“O tempo está a esgotar-se para o futuro do planeta. Soluções neoliberais e comércio de carbono não vão resolver a crise climática”, acrescentou Sira Rego, concluindo que a criação desta Comissão Especial deve chamar à responsabilidade as instituições nacionais e europeias “que continuam a arrastar os pés” nesta matéria.

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