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Violência doméstica: Catarina quer reforço de meios e resposta integrada

Em visita ao Espaço Júlia, a coordenadora do Bloco realçou o exemplo da associação de como deve ser feito o trabalho de resposta integrada entre forças policiais, proteção da vítima e acesso a formação e emprego.
Foto de Pedro Gomes Almeida.

Até novembro de 2021, foram assassinadas 23 mulheres em Portugal, 13 das quais em contexto de intimidade e duas na via pública. Os agressores são esmagadoramente homens que têm ou tiveram uma relação com as vítimas. Mas sobretudo, na maior parte dos casos, a violência já era uma realidade antes do assassínio: em seis casos a violência foi comunicada às autoridades com ameaças de morte relatadas em três casos.

Em visita ao Espaço Júlia, a coordenadora do Bloco de Esquerda começou por dizer que a “violência doméstica é um dos maiores problemas de segurança pública do país” e que se temos uma legislação que protege as vítimas, no terreno as vítimas “não têm o apoio que precisam”.

“Tivemos um problema de formação nas forças de segurança durante muito tempo para saberem lidar com violência domésticas, mas hoje temos membros da PSP e GNR formados em todo o país. A formação tem sido um sucesso e temos de continuar”, prosseguiu.

Depois, “temos de integrar as respostas porque a violência doméstica é um problema complexo que precisa de soluções várias. Seja de apoio social, emprego ou formação”.

“O Espaço Júlia é um exemplo no país que inclui formação com os agentes da PSP, com a ligação aos técnicos sociais, e a forma como dá uma resposta integrada”, afirmou Catarina. Portugal “precisa de responder às vítimas com muito mais articulação entre as forças policiais, as respostas de abrigo, formação e emprego. O Espaço Júlia é um exemplo que temos de alargar ao país”, concluiu.

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