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Vigília contra o banco de horas no Pingo Doce

Trabalhadoras e trabalhadores do grupo Jerónimo Martins/Pingo Doce protestam esta quinta-feira contra o banco de horas grupal e denunciam que no referendo a votação foi “na sala do gerente, com este presente”. Entretanto, também a SONAE faz referendo para impor banco de horas grupal.
Vigília decorrerá entre as 10h e as 18h junto à sede da empresa no Campo Grande, em Lisboa
Vigília decorrerá entre as 10h e as 18h junto à sede da empresa no Campo Grande, em Lisboa

A ação desta quinta-feira, 24 de setembro, é contra o banco de horas grupal, visa defender o direito à família, ao lazer e à saúde dos trabalhadores do Pingo Doce e da Jerónimo Martins e é convocada pelo CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.

No referendo já realizado, diz a convocatória do protesto, os trabalhadores e trabalhadoras foram “obrigados a votar na sala do gerente, com este presente e a ver como” as pessoas votavam, e houve forte pressão para votar sim, “caso contrário deixariam de receber prémios”. Por outro lado, não foi permitido aos trabalhadores/as e ao sindicato fiscalizar o processo.

A vigília decorrerá entre as 10h e as 18h junto à sede da empresa no Campo Grande em Lisboa e terá, pelas 15 horas, a presença da secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha.

O CESP salienta ainda que combater o banco de horas é avisar todas as empresas de distribuição e a APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição) que “os trabalhadores não querem e não aceitam banco de horas nem desregulação dos horários de trabalho”.

O sindicato informa também que a SONAE está a realizar um referendo entre 21 e 27 de setembro para impor o banco de horas grupal e que a empresa lançou uma vasta campanha de desinformação para que as pessoas votem sim no referendo. O CESP apela ao voto “Não”.

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