Durante um encontro de militares em Alcáçovas, Viana do Alentejo, que assinalou os 40 anos da fundação do Movimento dos Capitães, Vasco Lourenço adiantou que Portugal se ter tornou "num protetorado de forças estrangeiras" e é dirigido por pessoas que "tudo espezinham para manterem lugar à mesa dos poderosos", lamentando que não se tenha aproveitado a revolução dos cravos para construir "um país melhor do que o que hoje" existe.
O militar de abril afirmou-se inconformado com um "país sequestrado pelo medo" e dirigido "por corruptos, por aldrabões, por pessoas sem ética nem moral".
“Porque não sonharmos que poderemos, hoje e aqui, voltarmos a dinamitar uma situação que parece inexpugnável?", questionou Vasco Lourenço.
Os militares aprovaram, durante o encontro, uma moção, para a qual passarão a recolher assinaturas, contra a privatização da água, para dar "um sinal inequívoco de que a degradação do país tem que parar, de uma vez por todas".