Uma concentração de cerca de duas dezenas de pessoas em frente ao hospital de Portimão exigiu esta sexta-feira medidas que possam garantir o funcionamento das urgências de pediatria e de obstetrícia durante todo o ano. O protesto foi organizado pela comissão de utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de Portimão, mas participaram também enfermeiros do próprio hospital.
O bloco de partos e a pediatria estão em “constante encerramento”, disse à agência Lusa Gabriela Brígida, a porta-voz do movimento cívico. “É uma situação preocupante e inaceitável, porque os serviços estiveram encerrados durante vários dias nos últimos meses, com as grávidas a terem de ser deslocadas para a unidade hospitalar de Faro”, lamentou.
Para que os serviços funcionem, a comissão de utentes reivindica maior investimento e incentivo aos profissionais de saúde, para que seja possível fixar médicos no Algarve. Mas as medidas têm de ser “imediatas”. “Na nossa opinião, a falta de investimento e de uma política certa para a saúde tem sido a causa de todos os problemas” do Serviço Nacional de Saúde, afirmou Gabriela.
A urgência de obstetrícia e ginecologia de Portimão esteve encerrada no passado dia 26 de agosto e volta a estar encerrada este fim-de-semana. As interrupções não têm, por agora, fim à vista.
“Não é viável nem admissível” a solução de enviar grávidas para Faro, que fica a uma hora de Portimão, diz Gabriela. Especialmente tendo em conta que há a oeste de Portimão territórios como Aljezur e Vila do Bispo que também ficarão dependentes de Faro, e que estão a duas horas de viagem.
O movimento “vai continuar a promover formas de luta até que o problema seja resolvido, ou seja, o funcionamento permanente e se interrupções das urgências de pediatria e de obstetrícia e do bloco de partos”, confirmou à Lusa a porta-voz da Comissão de Utentes de Portimão do SNS.