“Está demonstrado que só acabando com as portagens de vez e não é com a redução do tarifário das portagens como propõe o PSD e também o PS”, declarou líder da CUVI, João Vasconcelos, segundo a agência Lusa.
No protesto deste domingo, junto à residência de férias do Presidente da República, o líder da CUVI apontou que em 2015 já se contabilizam 27 mortes na Estrada Nacional (EN) 125, salientando que ela não é alternativa gratuita à Via do Infante (A22).
João Vasconcelos criticou também a falta de requalificação da EN 125, agravando os problemas de mobilidade e a falta de segurança rodoviária no Algarve. Vasconcelos realçou que mesmo que a requalificação se concretize “a EN 125 não é alternativa” e sublinhou que “sem ser requalificada é muito pior”.
A CUVI quer que o contrato que o Estado celebrou com a concessionária da A22 seja tornado público em toda a sua extensão e assinalam que a existência de cláusulas secretas é motivo de preocupação.
João Vasconcelos referiu também que ainda que a circulação na A22 tenha vindo a aumentar desde que as portagens foram implementadas, no entender da comissão “nem 50% chega para cobrir as despesas”. “Portanto, temos portagens para os portugueses pagarem, para o povo pagar”, realçou.
Na carta de despedida a Cavaco Silva, a CUVI agradece ironicamente “todas as benfeitorias” que concretizou, dando como exemplo a introdução das portagens na A22.
“O senhor Presidente não levantou um único dedo de oposição a umas ruinosas e desastrosas portagens no Algarve. Aliás, até incentivou e abençoou essa desgraça que se abateu sobre a nossa região”, lê-se na cópia do documento que foi facultada à agência Lusa.
No próximo domingo a CUVI vai apresentar as suas reivindicações junto à casa de férias de Passos Coelho na Manta Rota e pretende entregar-lhe também uma carta de despedida.