Segundo a Lusa, João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI), disse que o objetivo do protesto foi "tão-somente continuar a luta pela abolição das portagens", e frisou que a opção da delegação de cerca de dez pessoas que hoje esteve na Manta Rota foi a de realizar um "protesto silencioso", para não incomodar a mulher do primeiro-ministro.
A CUVI tentou entregar uma carta de despedida a Passos Coelho, mas teve de a deixar à GNR porque não permitiram que chegasse à casa de férias do primeiro-ministro.
"E temos uma carta de despedida para o senhor primeiro-ministro, esperamos que ele vá embora, daqui a 44 dias - olha que número tão mágico - e que já não volte, devido aos prejuízos, à desgraça que o seu governo provocou no Algarve em termos económicos, em termos sociais, em termos humanos, com muitos mortos, muitos feridos na Estrada Nacional 125 [EN125]. Portanto é algo que continuaremos a protestar, até à abolição completa das portagens", declarou João Vasconcelos.
"Queremos apenas neste caso, tal como nos anos anteriores, entregar uma carta ao senhor primeiro-ministro, desta vez uma carta de despedida, fazendo ver e recordar os números da tragédia humana e social e aquilo que as portagens representam no Algarve", salientou o dirigente da CUVI, sublinhando que, a acompanhar o texto, iam também imagens de acidentes rodoviários fatais na EN125, que aumentam todos os dias devido ao aumento de tráfego que foge às portagens.
João Vasconcelos lembrou que esta era segunda ação deste tipo que a CUVI promovia, depois de ter protestado junto à casa de férias de Cavaco Silva.
Quanto à possibilidade do preço da portagem baixar, Joaõ Vasconcelos disse que a CUVI "não admite que se fale em baixar o preço das portagens", porque, considerou, "isso não resolve o essencial".
"Não é isso que nos interessa, o que nos interessa é abolir definitivamente as portagens, porque o problema de fundo continuará - teremos mais mortes, mais acidentes, sinistralidade, mais prejuízo à economia, retrocesso na mobilidade, e isso não queremos", realçou.