A Unicer anunciou em comunicado que a fábrica de refrigerantes do grupo em Santarém (antiga Rical) será encerrada em maio de 2016 e a produção transferida para um parceiro, que não identifica. O encerramento da unidade é justificado, pela quebra de 360% nas vendas em Angola.
À TSF, Rui Matias do sindicato dos trabalhadores das indústrias de bebidas e tabacos de Portugal (Sintab) declarou: "Estamos muito preocupados. A notícia é brutal para 150 famílias".
Rui Matias disse que a Unicer terá apresentado a possibilidade de uma dezena de trabalhadores ir laborar para a fábrica de Leça do Balio, Matosinhos. "Vamos acompanhar o processo para ver como se desenrola, quais as razões apresentadas pela administração e condições dadas aos trabalhadores", acrescentou o dirigente sindical.
Também segundo a TSF, o presidente da câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, diz que foi apanhado de surpresa e que vai questionar “o Ministério da Economia e a AICEP a propósito dos fundos comunitários que esta unidade fabril recebeu”.
O presidente da câmara quer saber se "estes investimentos, de 7,36 milhões de euros, têm agora de ser devolvidos" e afirma: "Não é razoável que haja empresas com acesso a fundos comunitários e, passado algum tempo, venham a encerrar as suas unidades. Isto é quase como beneficiar o infrator".
Quanto ao ministro da Economia, Pires de Lima, diz que fica preocupado “sempre que uma empresa racionaliza a sua atividade”.
O ministro e antigo presidente da Unicer, que não fala do desemprego e das pessoas afetadas, justifica:
"O que é importante é continuar a trabalhar, ao nível geral, para que este balanço entre empresas que empregam ou novas empresas que se criam, e atividades que fecham seja um balanço positivo: Que gere muito mais empregos do que aqueles que acabam, que se criem muito mais novas empresas do que aquelas que cessam atividade".