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Um ano de protestos dos ‘coletes amarelos’: “Não vamos ficar por aqui”

Cumpriu-se este fim-de-semana o 53º sábado de mobilização, com um total de 270 manifestações convocadas por toda a França. Os manifestantes afirmam que as razões que levaram aos protestos não desapareceram. Paris foi novamente palco de violência.
Foto ETIENNE LAURENT, Epa.

Milhares de pessoas voltaram a ocupar as ruas francesas exigindo que o presidente Emmanuel Macron ouça as suas reivindicações. No sudeste do país, os manifestantes distribuíram panfletos nas estradas sem bloqueá-las. No Norte de França os manifestantes ocuparam algumas rotundas para exigir maior "justiça social, fiscal e climática".

Em Paris, a Place d'Italie, no sul da capital, foi palco de confrontos entre manifestantes e polícia. De acordo com o Libération, foi destacado para o local um contingente policial massivo. Uma nuvem de gás lacrimogéneo tornou a visão quase impossível, com muitos manifestantes a nem sequer conseguirem abandonar o espaço. Entretanto, as autoridades avançaram com canhões de água. Um jornalista freelancer ficou gravemente ferido no rosto. Um dos seus colegas explicou que o mesmo foi vítima de um ataque de granada pela polícia. No início da noite de sábado, já tinham sido efetuadas perto de uma centena e meia de detenções. Um dos manifestantes que tem participado desde o início nos protestos expressou ao diário francês a sua convicção de que muitos dos elementos que se infiltram nos protestos e que instigam a violência são agentes da polícia ou mercenários.

Os manifestantes, citados pela AFP, garantem que não vão retroceder e que continuarão a mobilizar-se por um futuro melhor para si e para os seus filhos, sendo que a situação em França está cada vez pior. Sublinhando que as razões que levaram aos protestos não desapareceram, culpam o governo do presidente francês, Emmanuel Macron, pela perda de poder de compra, o aumento de impostos e as desigualdades sociais.

De acordo com elementos do movimento dos “coletes amarelos”, no último ano 23 pessoas perderam um olho após terem sido atingidas por uma bala de borracha e outras cinco tiveram de ser amputadas de uma mão na sequência da explosão de uma bomba lacrimogénea.

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