Wende Gozan Brown da Amnistia Internacional, que esteve com Troy Davis durante a tarde desta terça feira, declarou à comunicação social: “ele disse que não irá parar de lutar até que lhe seja tirado o último fôlego. E disse que a Geórgia está prestes a ceifar a vida de um homem inocente”.
Troy Davis foi condenado pela morte de um polícia em 1989, com base nos testemunhos de 9 pessoas e de polícias. Sete das nove testemunhas “voltaram atrás nas suas declarações, alegando coerção e intimidação da polícia.” (Ler em esquerda.net o artigo de Amy Goodman: Troy Davis e a política da morte)
A Amnistia Internacional lançou uma grande campanha internacional pedindo a clemência, na qual apelaram personalidades de todo o mundo como o ex-presidente dos EUA Jimmy Carte, o Papa Bento XVI, a actriz Susan Sarandon e muitas outras.
Em contradição com esta campanha e com a evolução do próprio processo, o comité de indultos do Estado da Georgia negou a clemência, nesta terça feira.
Os advogados de Troy Davis apresentaram um recurso de habeas corpus no tribunal superior do condado de Butts na Georgia e pediram que fosse usado um teste de polígrafo.
No recurso para o tribunal é referido que Trol Davis "recusa a constitucionalidade da sua condenação à pena de morte fundando-se em novas provas". Segundo o advogado Brian Kammer, a defesa está em condições de apresentar provas, de acordo com as quais o médico legista que realizou a autópsia do polícia prestou “falso testemunho” no relatório balístico no qual a justiça se baseou para pronunciar a sentença.
Apoie a campanha da Amnistia Internacional.