Segundo Rami Abdel Rahman, chefe do Observatório para os Direitos Humanos da Síria, disse à agência de notícias AFP, vários blindados invadiram a cidade de Deir ez-Zor e os moradores estão actualmente sem electricidade e comunicações telefónicas. Dezenas de pessoas terão sido presas.
A cidade de Hula também terá sido invadida pelas tropas sírias, que mataram sete pessoas, incluindo duas crianças.
No sábado, as forças de segurança sírias detiveram o opositor Walid al-Bunni e os seus dois filhos, Moayed e Ayad, nos arredores de Damasco. Médico de formação, Walid al-Bunni foi, em 2005, um dos signatários da "Declaração de Damasco", um documento no qual partidos da oposição laica síria exigiam uma "mudança democrática radical".
O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, voltou a condenar este sábado a violência na Síria e exortou Assad a suspender "imediatamente" o uso da força contra civis.
Os Estados Árabes do Golfo também reclamam uma "suspensão imediata da violência e derramamento de sangue", com o Conselho de Cooperação do Golfo a emitir uma declaração expressando a sua preocupação face à "crescente violência e uso excessivo da força que resultaram num grande número de mortos e feridos”.
Numa aparente tentativa de acalmar a agitação, Walid al-Muallem, ministro das Relações Exteriores da Síria, prometeu no sábado eleições "livres e justas" até o final do ano, sendo que o mandato de quatro anos do actual parlamento já expirou no início deste ano.