Está aqui

Tribunal da Relação confirma multa por assédio moral a trabalhadora corticeira

A empresa corticeira Fernando Couto SA viu confirmada a condenação a pagar 31 mil euros de multa por assédio moral contra a trabalhadora Cristina Tavares.
Corrente solidária com Cristina Tavares. Foto António de Jesus/Facebook

A decisão do Tribunal da Relação do Porto surge na sequência do recurso apresentado pela empresa, após ter sido condenada em primeira instância a pagar uma multa de 31 mil euros pelo Tribunal do Trabalho da Feira, revela o Jornal de Notícias desta quinta-feira.

O tribunal confirmou os factos que estiveram na origem da primeira condenação e confirmou a sentença a punir a empresa por não ter reintegrado a trabalhadora nas suas funções, antes atribuindo-lhe a tarefa de empilhar os mesmos sacos 30 vezes por dia.

Correm ainda outros processos contra a empresa por causa da segunda tentativa de despedir Cristina Tavares, um despedimento abusivo no entender da Autoridade para as Condições do Trabalho.

O assédio moral não parou mesmo após a queixa na ACT e o sindicato apresentou ao Ministério Público novos factos que podem levar a empresa a ser condenada por outros crimes de assédio moral.

“Não esperava outro resultado, porque a prova produzida em tribunal foi forte”, disse ao JN o advogado do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte, Filipe Soares Pereira.

A situação de Cristina Tavares deu origem a um movimento de solidariedade que a tornou num símbolo da luta pela manutenção do posto de trabalho, mesmo após ter sido sujeita a humilhações graves por parte da entidade patronal para que abandonasse a empresa. Em junho deste ano, a trabalhadora chegou a um acordo com a empresa para ser reintegrada.

Termos relacionados Sociedade
(...)