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Tribunal catalão limita pedidos de auto-incriminação para evitar colapso dos serviços

Centenas de pessoas fazem fila à porta dos tribunais catalães para se darem como culpados dos mesmos crimes dos presos políticos. Tribunal Superior impõe limite diário de 25 auto-incriminações. Fim de semana teve manifestações a favor e contra a independência.
Filas à porta do Tribunal de Girona para entrega das declarações de auto-incriminação. Foto Òmnium Cultural.

A iniciativa partiu da Òmnium Culturalm que tem o seu líder Jordi Cuitxart preso há mais de dois anos e condenado a nove anos de prisão pelo crime de sedição. “Se manifestarmo-nos, mobilizarmo-nos e votar é condenável, então somos todos culpados desse suposto delito”, escreve a associação cultural esta segunda-feira na sua conta Twitter, mostrando as filas à porta de alguns tribunais catalães.

Segundo o vice-presidente da associação, já foram descarregadas dez mil formulários de auto-incriminação desde quinta feira no que já é considerada “a maior campanha de auto-incriminação alguma vez feita na Catalunha”.

A forte afluência aos serviços dos tribunais levou o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha a limitar a 25 pedidos diários de auto-incriminação, para assim tentar evitar o colapso dos serviços de atendimento. Alguns tribunais optaram no entanto por criar duas filas para o público em geral, separando os cidadãos que tenham notificações judiciais dos restantes.

Ruas de Barcelona voltaram a encher-se de manifestantes no fim de semana

Duas grandes manifestações de sinal contrário saíram à rua este fim de semana em Barcelona. No sábado, a manifestação unitária contra a sentença e a favor da libertação dos presos políticos e da autodeterminação da Catalunha juntou 350 mil pessoas, segundo números da Guardia Urbana que a organização contestou.

No dia seguinte, os unionistas regressaram às ruas para exigir a prisão de Puigdemont e a demissão do líder da Generalitat, mas também para aplaudir a repressão policial das últimas semanas na Catalunha. A manifestação contou com a presença dos líderes do PP e do Ciudadanos e com alguns ministros do governo do PSOE. A Guardia Urbana contou 80 mil participantes, um número bem abaixo das manifestações unionistas que se seguiram ao referendo de 2017.  

 

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