Enquanto “os criminosos lucros das petrolíferas como a Galp triplicam, com a conivência dos governos europeus, os preços aumentam e atiram trabalhadores e famílias para uma crise energética e social em cima da já existente crise climática” afirma a Climáximo, em comunicado acerca da iniciativa que esta segunda-feira de manhã levou mais de vinte ativistas a bloquearem a sede da Galp, nas Torres de Lisboa.
No âmbito deste protesto contra “o papel das petrolíferas na crise do custo de vida e na crise climática”, alguns ativistas colaram-se às portas de entrada da sede da petrolífera, denunciando o “aumento do custo de vida por todo o mundo como consequência de uma economia capitalista e alimentada a combustíveis fósseis e desigualdades sociais” refere a organização.
Três ativistas foram detidos pela PSP e serão presentes a juiz ao início da tarde, onde contarão com a companhia dos restantes ativistas presentes na sessão de hoje.
“Não esperamos justiça. Ativistas que lutam por um mundo mais justo são detidas, trabalhadores não têm como pagar as contas e sobreviver. Os verdadeiros criminosos estão há muito identificados, mas continuam sob proteção dos sucessivos governos e instituições do Estado, e em vez de responderem pelas suas ações, são premiados com lucros extraordinários, apoios e subsídios, e mais infraestrutura de gás fóssil que alimenta a crise climática conduzindo a humanidade ao colapso”, comentou a Climáximo em comunicado, acrescentando que irão “continuar a levar a cabo ações diretas e de desobediência civil contra a Galp e os demais culpados pelo desastres climáticos, irá bloquear, boicotar e ocupar as maiores infraestruturas emissoras de gases com efeito de estufa, tantas vezes quantas necessárias, até os seus crimes serem travados”.