Trabalho dos bombeiros merecia homenagem pública, defende João Semedo

26 de agosto 2013 - 18:12

O coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo reiterou esta segunda-feira considerar “chocante” que o trabalho dos bombeiros no combate aos fogos não tenha ainda merecido uma homenagem pública da parte do Presidente da República e do primeiro-ministro.

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Foto de Paulete Matos

“Já disse na sexta-feira que me parece chocante, face à dimensão do esforço realizado pelos bombeiros, que nem o Presidente da República nem o primeiro-ministro tenham tido um minuto para exprimir publicamente a sua homenagem e o seu reconhecimento por esse trabalho”, afirmou o deputado bloquista, à margem de uma visita à Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.

Semedo elogiou o esforço “heroico e abnegado” dos homens e mulheres que têm vindo a “proteger” o património “comum e particular” em Portugal.

“A situação este ano foi particularmente grave porque teve vítimas mortais, mas não me estou a referir apenas a essa circunstância dramática. O trabalho do conjunto das corporações de bombeiros, de milhares de bombeiros voluntários, merecia uma resposta, uma afirmação, uma homenagem pública da parte do Presidente e do primeiro-ministro. É isso que nos parece chocante”, afirmou.

Semedo defende que Câmara de Lisboa apoie a Cinemateca

“Queremos também perceber com os responsáveis da Cinemateca se a autarquia pode, nesta fase mais difícil da vida da Cinemateca, ter algum papel”, adiantou, antes de se reunir com a diretora da instituição, Maria João Seixas.

Na terça-feira da semana passada, aquela responsável afirmara publicamente que a entidade corria o risco de fechar “se não houver uma injeção de dinheiro” em breve por parte da secretaria de Estado da Cultura, mas o membro do Governo garantiu em seguida que o Museu do Cinema não vai encerrar e “estão a ser asseguradas” as medidas para garantir o seu funcionamento.

“O financiamento deve ser da responsabilidade do Estado. Agora, nos momentos difíceis, como é o caso que a Cinemateca está a atravessar, devemos ver se há ou não outras fontes que possam resolver esse problema”, continuou, criticando uma “situação que se arrasta há dois anos”.

Para o candidato à Câmara Municipal de Lisboa, “estando a Cinemateca em Lisboa, não deixa de ser importante que a Câmara olhe para a Cinemateca porque a Câmara também tem responsabilidades na proteção e salvaguarda do nosso património e do nosso espólio histórico e cultural”.

O orçamento da Cinemateca não depende diretamente do Orçamento Geral do Estado, mas provém da cobrança da taxa de quatro por cento de exibição de publicidade nas televisões, cujas receitas são repartidas entre aquele organismo (20 por cento) e o Instituto do Cinema e Audiovisual (80 por cento).