Ainda antes de ser tornado público que a Câmara Municipal de Lisboa cedeu o espaço do Cinema São Jorge para a embaixada israelita celebrar o aniversário dos 76 anos da criação do Estado de Israel, alguns trabalhadores da EGEAC já tinham lançado um abaixo-assinado a exigir um “Posicionamento da Empresa em Relação ao Cessar-Fogo na Palestina”.
No documento, que reuniu 130 assinaturas, os profissionais frisam que, “como uma das maiores empresas municipais, com inúmeras parcerias e relações diplomáticas, a EGEAC deveria assumir a responsabilidade de se posicionar perante esta crise humanitária”.
“Enquanto a empresa apoia e se envolve em diversas causas sociais e políticas, a sua falta de ação em relação à Palestina é notória e preocupante”, escrevem.
A cedência do São Jorge veio tornar ainda mais premente a tomada de posição dos trabalhadores, que decidiram subir aos palcos do teatro São Luiz e do Teatro do Bairro Alto com t-shirts onde se lia “Genocídio não é Cultura”.
Os profissionais repudiam “camuflar genocídio com cultura” e, salvaguardando que “não querem impedir a atividade dos teatros”, frisam que “é necessário demonstrar desconforto” com a posição da empresa e da autarquia, bem como solidariedade com a Palestina.
“Israel é um Estado assassino”
“Israel é um Estado assassino” foi uma das palavras de ordem entoadas por todos aqueles e aquelas que se concentraram na quarta-feira, durante quatro horas, em frente ao cinema São Jorge contra a cedência do cinema São Jorge para festa de aniversário da criação de Israel.