Os trabalhadores das Santas Casas das Misericórdias têm greve marcada para esta sexta-feira, 3 de janeiro, após um novo adiamento por parte da União das Misericórdias Portuguesa da reunião agendada com o CESP. Reclamam o cumprimento da portaria de extensão que desde 2022 as obriga a aplicar aos trabalhadores de Santas Casas filiados no CESP o Contrato Coletivo de Trabalho para os trabalhadores das IPSS, com a contagem integral do tempo de serviço, para efeitos de atribuição do pagamento de diuturnidades.
Apesar de várias sentenças favoráveis aos trabalhadores nos tribunais de trabalho e da relação, a maioria das Santas Casas continuam a impor um contrato coletivo “que não prevê diuturnidades, nem garante o pagamento das mesmas aquando da subida do salário mínimo”, denuncia o CESP.
“Não aceitamos que os Provedores continuem a fazer caridade e misericórdia à custa dos baixos salários e da desvalorização profissional de todos os trabalhadores do sector! Somos a cara das instituições. Somos o único contacto carinhoso para muitos utentes nos dias festivos e com significado nas suas vidas. Mas continuamos a ser desrespeitados e desvalorizados diariamente no trabalho que desenvolvemos, com salários a rondar o Salário Mínimo Nacional”, aponta o sindicato.
Além do cumprimento da portaria de extensão, os trabalhadores exigem a celebração de um Contrato Colectivo de Trabalho que garanta as diuturnidades para todos os trabalhadores em função da antiguidade e o pagamento do trabalho prestado em dia feriado a dobrar, bem como o aumento dos salários de todos os trabalhadores, que garanta a diferenciação entre categorias e níveis da tabela salarial e as qualificações e especialização dos trabalhadores ainda no ano de 2024.