O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) reuniu na passada quinta-feira com a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) para discutir a renegociação do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) para os trabalhadores do setor, contrato esse que não é revisto desde 2016.
O CESP não concordou com a resposta da APED, tendo assim convocado uma greve nacional com duas concentrações “junto à Sonae e ao Pingo Doce”, segundo avançou Célia Lopes, dirigente do CESP, em declarações à Lusa.
A escolha dos locais para a concentração foi “simbólica”, tendo em conta que o Pingo Doce e a Sonae revezam-se na presidência da associação patronal desde a sua fundação, segundo disse a sindicalista.
O sindicato considera a proposta salarial como “inaceitável”, uma vez que “estamos a falar de um setor que gera milhões anualmente. Obviamente que temos razão ao afirmar que estes lucros se estão a fazer através da desvalorização salarial”, segundo Célia Lopes.
O CESP reivindica para estes trabalhadores do setor da distribuição o aumento geral dos salários, a valorização das carreiras profissionais e a revisão do contrato coletivo de trabalho.