Lutas

Trabalhadores da Sumol+Compal de Almeirim fazem greve para a semana

02 de maio 2025 - 10:23

As negociações da contratação coletiva estão congeladas desde 2009, denuncia o sindicato. Reivindica-se valorização das carreiras e igualdade de tratamento para todos os trabalhadores.

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Trabalhadores da Sumol+Compal em reunião
Trabalhadores da Sumol+Compal em reunião. Foto STIAC.

Os trabalhadores da Sumol+Compal de Almeirim vão fazer greve no próximo dia 7 de maio. Para além da paralisação, haverá uma concentração às 9 da manhã na Rotunda da Avenida João.

As ações foram marcadas pelo STIAC, Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação, Bebidas e Afins), que denuncia o congelamento das negociações da contratação coletiva desde 2009 e reivindica a valorização das carreiras e igualdade de tratamento para todos os trabalhadores.

A lista de exigências destes trabalhadores inclui, assim, um aumento salarial sem discriminação entre trabalhadores, a celebração de um Acordo de Empresa, o estabelecimento de 25 dias úteis de férias para todos os trabalhadores, a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais, o fim dos processos disciplinares “como ferramenta de despedimento “a custo zero”, a atualização do subsídio de refeição para 9,20 euros, a revisão dos valores do subsídio de turno fixo e horas noturnas e a garantia de paridade salarial entre trabalhadores com funções equivalentes.

Pelas mesmas razões, ainda este mês, o trabalhadores da unidade de Pombal da mesma empresa fizeram dois dias de uma greve que paralisou por completo a produção. Daí que o balanço “positivo” que Mariana Rocha, dirigente do Sintab e coordenadora da União dos Sindicatos do Distrito de Leiria, fez à Lusa salientando que “os trabalhadores estiveram em grande força, estão unidos, estão firmes e já agendaram nova greve caso a empresa não venha a ceder às suas reivindicações”.

Esta explicou na altura que os trabalhadores exigiam um aumento salarial de 15%, no mínimo 150 euros para todos, criticando a desvalorização das carreiras, com os trabalhadores cada vez mais obrigados a “fazer de tudo” e a não serem valorizados por isso.