Os trabalhadores da Portway, a empresa de handling que trata dos serviços de assistência em terra nos aeroportos portugueses, vão estar em greve no período entre o Natal e o ano novo. Em causa está a falta de valorização salarial e de aumentos no subsídios de turnos, férias e Natal, bem como no trabalho aos feriados e nas horas extraordinárias.
A greve é convocada pelo Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Aeroportos e Aviação (Sindav), Sindicato dos Trabalhadores de Handling, da Aviação e Aeroportos (Sitava), Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHAA) e Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagens, Transitários e Pescas (Simamevip). Estas organizações reuniram-se com a Portway na terça-feira, mas a negociação em torno das condições de trabalho não chegou a nenhum consenso.
Numa nota publicada na quarta-feira, os sindicatos acusam a empresa de “desonestidade e má-fé”. Sobre a negociação, a Portway admitiu que não cumpre o aumento adicional de 1% nas tabelas salariais porque estava dependente de um objetivo “que não foi atingido”, segundo avança a Lusa.
No entanto, os sindicatos criticam a métrica que a Portway usa para fazer essa afirmação, dizendo que a empresa realizou, “mais uma vez, uma subversão, dizendo algo absolutamente estapafúrdio, ridículo e absurdo, como os tribunais certamente se encarregarão de demonstrar”, porque confunde propositadamente “voos e rotações”.
O acordo entre os sindicatos e a Portway previa 1% de aumento na tabela em janeiro de 2025 e uma gratificação de balanço no valo de 100 euros para todos os trabalhadores, mas os sindicatos reivindicavam a gratificação de 180 euros.
“Recordamos que este aumento que a Portway se recusa agora a cumprir tem efeitos práticos no salário base atual dos trabalhadores, mas também em todas as componentes que lhe estão associadas: subsídio de turnos, feriados, horas extraordinárias, subsídios de férias e Natal”, lê-se no comunicado dos sindicatos.
A greve abrange todo o trabalho suplementar, iniciando-se à meia-noite do dia 24 de dezembro e terminando à meia-noite do dia 2 de janeiro. Nos dia 24 e 31 de dezembro, a greve será geral e de 24 horas.