Em plenário os trabalhadores da Parques de Sintra – Monte da Lua, empresa que gere alguns dos espaços mais emblemáticos do património cultural do concelho de Sintra, decidiram fazer greve esta quinta e sexta-feira.
O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins, STAL, justifica a decisão dos trabalhadores, em comunicado, falando numa “interrupção unilateral, decidida pela administração”, das negociações de um Acordo de Empresa e em “inaceitáveis pressões”.
Os trabalhadores exigem assim “negociações sérias” sobre “os horários de trabalho e a equidade entre trabalhadores da mesma empresa”. Um dos motivos de reclamação é a chamada “cláusula sobre a adaptabilidade” que, segundo interpretam “em conjunto com outras que constam desta proposta de AE, pode significar jornadas de trabalho de 9,5 horas diárias, sem compensação monetária e sem intervalo para descanso, além da desregulação sistemática da vida pessoal e familiar dos trabalhadores”.
Para além disso, reinvidica-se que a integração na nova tabela salarial “seja feita de forma justa e transparente”, uma implementação de um sistema de carreiras que “valorize as diversas profissões e não uma única carreira que englobe mais de metade dos trabalhadores”, a regulamentação e atualização dos subsídios pagos e o pagamento a 100%, para todos os trabalhadores, das horas extraordinárias em dia de descanso semanal e feriado.
Carlos Faia Fernandes, da direção regional do STAL, à Lusa, explica que “os trabalhadores já tinham estado em greve na semana da Páscoa e, logo a seguir, foram convocados para negociar com a administração um acordo de empresa. O problema é que, de negociação, teve pouco. Houve algumas propostas que foram acolhidas, mas a maioria não. Houve algumas cedências como um aumento de cerca de 100 euros, mas a questão é que com esse aumento vem uma série de cláusulas que desregulam o horário de trabalho”.