Trabalhadores da higiene urbana de Portimão fazem quatro dias de greve

05 de agosto 2023 - 11:18

No primeiro dos dias de greve a adesão situou-se nos 90% de acordo com o STAL. Para além de apontarem para os lucros da empresa municipal, os trabalhadores criticam a autarquia “por ignorar os problemas denunciados, demonstrando uma atitude passiva e despreocupada em relação às dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores”.

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Trabalhadores da EMARP. Foto da CGTP.
Trabalhadores da EMARP. Foto da CGTP.

Os trabalhadores da EMARP, empresa municipal de Portimão que trata dos resíduos urbanos e da higiene urbana, estão em greve desde a passada sexta-feira até à próxima segunda-feira. No primeiro dia de paralisação, Bruno Luz, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, disse à Lusa que a adesão se situava “muito perto dos 90%, o que reflete o descontentamento dos trabalhadores face à sua situação laboral”.

Para além desta paralisação, os trabalhadores concentraram-se na tarde de sexta-feira num piquete de greve em frente à empresa.

Do caderno reivindicativo que aprovaram num plenário antes da greve constam reivindicações como a valorização dos seus rendimentos, nomeadamente “a revisão da tabela salarial, atualização de subsídios e a recuperação do tempo de serviço”, a reposição das 35 horas semanais de trabalho, pela eliminação do banco de horas e o combate à precariedade.

O STAL realça que a empresa registou, em 2022, “um volume de negócios de cerca de 30 milhões de euros e obteve um resultado líquido de 2 milhões de euros”.

Apresar dos trabalhadores estarem “na linha da frente na prestação de serviços essenciais às populações, garantindo a saúde pública e um ambiente de qualidade do espaço público”, consideram-se desvalorizados pela autarquia que “conhecedora desta situação gravosa para os trabalhadores, tem optado por ignorar os problemas denunciados, demonstrando uma atitude passiva e despreocupada em relação às dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores”.