Os trabalhadores da EMARP, empresa municipal de Portimão que trata dos resíduos urbanos e da higiene urbana, estão em greve desde a passada sexta-feira até à próxima segunda-feira. No primeiro dia de paralisação, Bruno Luz, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, disse à Lusa que a adesão se situava “muito perto dos 90%, o que reflete o descontentamento dos trabalhadores face à sua situação laboral”.
Para além desta paralisação, os trabalhadores concentraram-se na tarde de sexta-feira num piquete de greve em frente à empresa.
Do caderno reivindicativo que aprovaram num plenário antes da greve constam reivindicações como a valorização dos seus rendimentos, nomeadamente “a revisão da tabela salarial, atualização de subsídios e a recuperação do tempo de serviço”, a reposição das 35 horas semanais de trabalho, pela eliminação do banco de horas e o combate à precariedade.
O STAL realça que a empresa registou, em 2022, “um volume de negócios de cerca de 30 milhões de euros e obteve um resultado líquido de 2 milhões de euros”.
Apresar dos trabalhadores estarem “na linha da frente na prestação de serviços essenciais às populações, garantindo a saúde pública e um ambiente de qualidade do espaço público”, consideram-se desvalorizados pela autarquia que “conhecedora desta situação gravosa para os trabalhadores, tem optado por ignorar os problemas denunciados, demonstrando uma atitude passiva e despreocupada em relação às dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores”.