A partir das 22 horas desta terça-feira e durante toda quarta-feira, os trabalhadores do setor corticeiro estarão em greve por aumentos salariais e do subsídio de refeição.
Em comunicado, a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom) esclarece que “no setor corticeiro a riqueza criada não está a ser distribuída por quem a produz”, sendo que “a generalidade dos operários tem um salário-base de 928,00 euros, cada vez mais próximo do salário mínimo nacional”. Assim, os trabalhadores “empobrecem a trabalhar e enfrentam duras condições de trabalho com elevadas temperaturas e esforço físico que têm impacto negativo na sua saúde”.
Acusa-se o patronato de “indiferença” e “intransigência” perante isto “ao teimarem numa proposta de aumento salarial de 36 euros em 2024 (junho a dezembro) acrescido de 24 euros em 2025 (janeiro a maio)” e de “1 cêntimo por dia no subsídio de refeição”.
Para além da greve, haverá uma concentração nas imediações do edifício da Amorim Holding, em Santa Maria da Feira, na quarta-feira. Os trabalhadores lembra que no primeiro semestre do ano passado, as exportações deste grupo “atingiram um recorde de 670,4 milhões de euros no primeiro semestre de 2023” e que “os lucros da Corticeira Amorim chegaram aos 88,9 milhões de euros em 2023”. Já em abril do ano corrente, os dividendos distribuídos aos acionistas foram de 26,6 milhões de euros.